Nasa quer contratar satélites de telecomunicações para usar em Marte

Se o mercado global de telecomunicações está cada vez mais concorrido, talvez a saída seja procurar outro planeta. A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou nesta quarta, 22, que solicitou uma consulta publica (Request for Information – RFI) nos Estados Unidos para investigar a possibilidade de contratar satélites comerciais para proporcionar serviços de telecom na órbita de Marte.

A consulta está aberta para qualquer tipo de organização norte-americana e internacional, prevendo parcerias comerciais e entre governos. O interesse é obter modelos alternativos para sustentar a comunicação via retransmissores de robôs em missão de exploração no planeta vermelho, preenchendo um gargalo de infraestrutura previsto para 2020.

Isso porque a Nasa costumava lançar missões constantemente à Marte, mas a Mars Atmosphere and Volatile EvolutioN (Maven) será a última (por enquanto) sonda da agência a visitar o planeta alienígena, no dia 21 de setembro. "Isso cria a necessidade de opções econômicas para garantir a continuidade de serviços de telecomunicações em relay confiáveis e de alto desempenho no futuro", diz o comunicado. Atualmente, a Nasa conta com relays da missão Odyssey, lançada em 2001, e da Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), lançada em 2005.

Uma área sugerida é a de utilizar a tecnologia de comunicação a laser, demonstrada em outubro de 2013 com a missão Lunar Atmosphere and Dust Environment Explorer (Ladee), que utilizou um pulso laser para transmitir dados da Lua a Terra com a velocidade de download de 622 Mbps.

A diretora do programa de exploração de Marte da Nasa em Washington, Lisa May, acredita que isso pode virar uma oportunidade de negócios. "Olhando além, precisamos seriamente explorar a possibilidade de comercializar serviços de comunicação em Marte", diz ela no comunicado. "Isso vai oferecer vantagens à Nasa, enquanto também proporciona retorno de investimento apropriado para o provedor de serviço". Obviamente, isso será interessante para o programa espacial norte-americano também. "Dependendo do resultado, o novo modelo pode ser um componente vital para futuras missões científicas e o caminho do homem rumo a Marte", afirmou no comunicado o administrador associado da agência, John Grunsfeld.

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