Fazenda aprova construção do cabo submarino da Telebras, diz Bittar

O Ministério da Fazenda deu aval para a Telebras criar a joint-venture com a empresa Islalink, com sede na Espanha, para a construção do cabo submarino ligando o Brasil à Europa. Segundo o presidente da estatal, Jorge Bittar, falta só marcar o dia para a assinatura do contrato, data que precisa ser combinada com o Ministério das Comunicações e com a parceira. A entrada em operação do cabo está prevista para o último trimestre de 2017. A capacidade total do cabo será de 30 Tbps , iniciando a operação com 500 Gbps.

O projeto Cabo Submarino da Telebras prevê a construção de um cabo que interliga o Brasil, a partir da cidade de Fortaleza, a Lisboa, em Portugal. Para viabilizar esse projeto, a Telebras vem desenvolvendo uma série de negociações com a empresa espanhola Islalink, com vistas à formação da JVCo (Joint-Venture Company), numa estrutura de capital que prevê o controle nacional. Ainda não está claro qual será o modelo de exploração, se a Telebrás terá tráfego livre no cabo ou se precisará pagar tráfego à Islalink.

De acordo com a estatal, a JVCo será uma empresa brasileira, com participação acionária de 35% da Telebras, 45% da IslaLink Submarine Cables e 20% de um terceiro investidor brasileiro, ainda não confirmado. Com isso, fica assegurado o controle acionário da empresa pelo Brasil. A previsão de investimentos no projeto é de US$ 185 milhões.

A União Europeia já anunciou que repassará ao projeto 26,5 milhões de euros, como antecipação de uso da rede pelas entidades dos países membros da comunidade. A Telebras está também em negociação com entidades brasileiras de pesquisa e educação para acertar acordos semelhantes ao da União Europeia.

O cabo submarino Brasil-Europa terá ancoragem em Fortaleza e Lisboa e será interligado ao backbone da Telebras, hoje com cerca de 21 mil km.

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