Para Neotec, País pode perder oportunidade de democratizar última milha

A divisão de parte do espectro de 2,5 GHz hoje ocupado por operadoras de MMDS, para um novo leilão, pode inviabilizar seu uso devido a interferências, além de encarecer o serviço de banda larga. A opinião é de José Luiz Frauendorf, presidente da Neotec, entidade que reúne as empresas detentoras dessas faixas (operadoras de MMDS). Para o executivo, o WiMax é uma grande oportunidade de disseminar a banda larga em locais hoje não atendidos pelas grandes ou médias operadoras e que recebem sinal da antena parabólica pela banda C. "Os grandes centros já contam com fibras, cabo e cobre. Está na hora de pensar em locais hoje não atendidos e carentes de banda larga que poderiam receber sinal pelas parabólicas espalhadas pelo País", disse o executivo, que participou nesta nesta segunda-feira, 23, do 4º Wimax Brasil Conference & Expo, em São Paulo.

Uso eficiente

Segundo o presidente-executivo da TelComp, Luiz Cuza, a agência deve reaver faixas que não foram usadas em favor do uso eficiente do espectro, e dar oportunidade a outras empresas entrarem nesse mercado.

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Frauendorf destacou que as operadoras de MMDS não ficaram paradas nesse período e que foram as primeiras a iniciar testes de WiMax ainda em 2006. Uma série de empecilhos, como a não homologação dos equipamentos e terminais pela Anatel atrasaram o lançamento dos serviços.
Para o gerente-geral da Superintendência de Serviços Privados da Anatel, Nelson Takayanagi, o WiMax pode ser definido como uma forma de unbundling: empresas poderão oferecer a última milha sem depender de grandes operadoras. "O que a Anatel está estudando é a granulação desse serviço para que haja espaço tanto para as grandes como para as operadoras competitivas. E esse balanceamento é um problema complexo", disse o gerente.

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