Governo precisa nortear cibersegurança de estados e municípios, afirma Brasscom

Para a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a segurança cibernética de estados e municípios brasileiros precisa de um norte indicado pela administração federal. Durante o último dia do Painel Telebrasil, encerrado nesta quinta-feira, 23, a entidade indicou que diretrizes neste sentido já estão sendo trabalhadas junto ao governo.

"Toda a estratégia de cibersegurança desenvolvida e fundamental para a administração federal deve ser um norte indicativo para estados e municípios", afirmou o presidente-executivo da Brasscom, Sérgio Paulo Galindo. "Além disso, não se faz segurança sem cooperação internacional. Esses são dois pontos fundamentais que o Brasil deve seguir nos anos próximos".

Para isso, a entidade afirma estar "trabalhado junto ao GSI [Gabinete de Segurança Institucional] dentro de propostas bastante conceituais de governança em segurança". "Na medida que avança a digitalização do governo brasileiro, com uma fase importante de transformação digital da administração pública, cada etapa traz complexidades para a garantia da segurança dos dados da administração – que, em última análise, são os nossos dados", avaliou Galindo.

O desafio de governança não foi o único apontado pelo dirigente: a demanda por profissionais qualificados na área também foi destacada. Para a Brasscom, até 2024 serão necessários cerca de 45 mil trabalhadores especializados em cibersegurança. "Temos hoje essa oferta na área? Provavelmente não", lamentou. Por último, a conformidade frente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi lembrada, sobretudo no caso das empresas de menor porte, que devem enfrentar maiores dificuldades durante o processo na comparação com multinacionais.

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