Globosat tem 500 mil usuários ativos de VOD over the top

A Globosat tem hoje 500 mil usuários ativos de seus seis produtos de vídeo on demand (VOD) over-the-top (OTT), que podem ser vistos pela web ou através de aplicativos para smartphones e tablets dos sistemas Android e iOS. A expectativa é alcançar 1,5 milhão ao fim do ano, revela o diretor de novas plataformas da Globosat, Gustavo Ramos. Versões para Xbox e Windows Phone serão disponibilizadas nos próximos meses.

Atualmente, os serviços de VOD da Globosat usam os sistemas de autenticação e de billing das operadoras de TV por assinatura. Ou seja, para assistir ao conteúdo o usuário precisa ser assinante de um serviço de TV paga parceiro da programadora. Ramos garante que a empresa não pretende romper a relação com as operadoras e se tornar uma "OTT pura" ou "independente". "Nós prezamos esse relacionamento. Não vamos quebrá-lo agora que o mercado de TV paga voltou a crescer. Queremos proteger a cadeia de TV por assinatura", disse Ramos.

Os seis produtos de VOD para web e dispositivos móveis da Globosat foram lançados ao longo dos últimos 12 meses. Dois são gratuitos (Muu e Telecine) e quatro são pagos por meio de assinatura mensal: Premiere FC (R$ 9,90/mês), Receitas GNT (R$ 4,90/mês), Philos (R$ 14,90/mês) e Combate (R$ 24,90/mês). Na semana que vem chega o sétimo produto: +Bis (R$ 12,90/mês), com conteúdo de shows de música, conforme antecipado pela empresa durante o Tela Viva Móvel. O Philos, lançado em setembro de 2012, teve sua versão TV everywhere lançada nesta quinta, 23. Até então, estava disponível apenas no Now, serviço de VOD da Net.

Dos seis produtos de VOD da Globosat, o Telecine é o de maior sucesso, ou com maior quantidade de usuários ativos. Um dos segredos é o conteúdo sempre atualizado, explica Ramos: toda estreia semanal se torna disponível no aplicativo meia hora depois de passar na TV.

Receita

A receita com VOD é dividida entre a Globosat e as operadoras. Ramos não pode abrir a proporção do acordo de revenue share, mas diz que os contratos tiveram como ponto de partida os padrões adotados pelo mercado audiovisual, que concede maior participação ao provedor de conteúdo quando se trata de um lançamento: na primeira janela, o provedor fica com 70% da receita; na segunda, 60%; e para conteúdos de catálogo, 50%. O executivo diz que por enquanto, na ponta do lápis, ninguém está ganhando dinheiro com VOD. Mas trata-se de uma aposta para o futuro: este é o momento para se posicionar nesse mercado.

Por ora, a Globosat não inclui comerciais dentro dos aplicativos de VOD, mas a ideia é avaliada para o futuro. "Precisamos acertar as métricas primeiro", explica.

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