Não temos controle da Telecom Italia, diz Valente

Antônio Valente, presidente da Telefônica no Brasil, afirmou nesta quarta, 23, em audiência na Comissão de Comunicação do Senado, que a compra de participação por parte da tele espanhola na Telecom Italia (TI), realizada no início do mês, não significa nenhum tipo de controle sobre as estratégias da tele italiana no Brasil. "Para algumas decisões, como a venda de ativos ou acordos com grupos concorrentes da Telefônica, é necessário um quórum qualificado na Telco (empresa que está no topo da cadeia de controle da TI). Se não chegarmos a um entendimento, os demais acionistas podem deliberar com votação simples, mas nesse caso a Telefônica tem o direito de sair da sociedade, recebendo em troca ações da própria Telecom Italia", explicou Valente, ressaltando que este voto qualificado não poderia ser interpretado como poder de veto. "Essa interpretação foi um equívoco do primeiro comunicado que a Telefônica fez ao mercado, logo após a operação, mas hoje está claro que não há poder de veto", disse o executivo.
A Telefônica, apesar de ser a maior acionista individual da Telco (com cerca de 43%), é minoritária em relação aos bancos e grupos italianos que também estão na sociedade. Valente explicou que em relações que envolvam mercados em que a Telefônica e a Telecom Italia ou suas subsidiárias tenham conflito de interesse (como é o caso do Brasil), a Telefônica não participará de nenhuma decisão.
Ele informou que a Telefônica deu entrada esta semana no ato de concentração, processo que é iniciado via Anatel, por ser ela quem instrui o Cade, e que nos próximos dias encaminhará à agência a documentação para a anuência prévia referente à operação.

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