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Unifique deixa estreia de rede móvel para fim do primeiro semestre

Até então previsto para o começo deste ano, o início da operação comercial da rede móvel da Unifique deve ficar para o fim do primeiro semestre após a operadora constatar mais complexidades do que o esperado no projeto.

O assunto foi abordado pelo comando da empresa catarinense em teleconferência sobre resultados de 2022 realizada nesta quinta-feira, 23. “Tínhamos perspectiva de começar o ano lançando serviços, mas infelizmente não foi possível. É um mercado que estamos entrando e descobrimos no meio do caminho que há bastante coisa para fazer”, admitiu o CEO da Unifique, Fabiano Busnardo.

“Já avançamos bastante e queremos concluir o trabalho no fim do primeiro semestre, com testes começando em abril e talvez lançamento comercial em junho do produto em primeiro versão”, completou o executivo da entrante 5G.

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Como já apontado por TELETIME, a Unifique deve começar a operação móvel baseada em contratos de roaming e compartilhamento de infraestrutura existente. Os sistemas de suporte, por sua vez, já têm sido construídos pela operadora – incluindo núcleo (core) de rede e soluções BSS. Segundo Busnardo, os elementos representam uma “parafernalha” de implementação complicada.

Vale notar que a empresa do Sul do País não é a primeira entrante do mercado móvel a dilatar prazos (próprios, não da Anatel) para implementação das novas redes. Outra compradora de espectro no leilão do 5G, a Brisanet precisou de mais tempo para o projeto em relação às expectativas iniciais.

Banda larga

A expectativa da Unifique é de que a operação móvel ajude a incrementar resultados da Unifique em 2023, após números do balanço no ano passado serem considerados aquém do esperado. A provedora encerrou o quarto trimestre com margem em queda (para 47,5%) e desaceleração na adição orgânica de clientes.

Segundo Busnardo, 2022 foi talvez o ano mais complexo da história da empresa. Um aumento importante na inadimplência – que fechou em 3,5% após pico mensal de 4,3% – foi uma das razões, ainda que a Unifique aposte na tendência começando a arrefecer a partir do último trimestre do ano passado.

Outra causa para o resultado pressionado foram dificuldades para consolidação no Rio Grande do Sul, onde a operadora enfrenta desafios na integração da Sygo. “Lembrando que são 900 pessoas, quase uma Unifique nova, mas em estágio inicial [de eficiência]”, afirmou Busnardo.

A taxa de juros “bem pior do que a gente esperava há alguns meses” e os próprios custos de expansão de rede foram outros elementos de pressão, com destaque para gastos com direito de passagem (segundo maior custo da empresa, atrás do pessoal).

Pelo lado positivo, a Unifique se vê em boa posição de endividamento, caixa e com possibilidades de seguir crescendo em Santa Catarina, inclusive via aquisições. A empresa segue em negociações avançadas com alvos para M&A. O investimento em portas verticais para redes de fibra óptica em prédios foi outro ponto destacado nos planos de expansão de redes.

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