Anatel volta a divulgar dados da banda larga fixa com queda em janeiro

Computador na escola

Divulgados um pouco mais tarde que o usual após mudanças na coleta pela Anatel, os dados de acesso da banda larga fixa brasileira em janeiro apontaram queda de 549 mil contratos no primeiro mês do ano. Ao todo, 35,795 milhões de contratos foram reportados à agência.

Na contramão do mercado, a diminuição é provavelmente motivada pela subnotificação. Entre prestadores de pequeno porte (PPPs), foram reportados 489 mil contratos a menos do que em dezembro (para 13,668 milhões de acessos).

Mesmo os dados finais de 2020 foram atualizados (pela segunda vez) após novos ingressos de contratos no sistema: agora o total indica 36,344 milhões de acessos, ou quase 35 mil acréscimos frente à informação anterior. Assim, o mercado cresceu 10,4% no ano passado, após 3,437 milhões de novos clientes.

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Em janeiro, a líder de mercado entre as maiores operadoras, a Claro, perdeu 5 mil acessos frente dezembro e totalizou 9,839 milhões de contratos (ou 27,4% do mercado brasileiro). Em 12 meses, a trajetória da base de assinantes é positiva em 2,5%.

Na Vivo foram contabilizados 6,368 milhões de contratos, ou 24,7 mil a menos que no mês anterior; em um ano, há queda de 8,4% no número de acessos da empresa. Já a Oi perdeu 22,3 mil contratos, encerrando janeiro com 5,072 milhões (queda de 1,2% em doze meses).

Coleta

Em paralelo, a forma de coleta das informações de acesso também foi alterada pela Anatel. Seguindo modelo aprovado pela Comissão de Gestão de Dados (CGDados) da agência, os reportes mensais passaram a ser coletados pelo sistema unificado DICI a partir de 1° de fevereiro (em substituição ao SICI).

Na banda larga fixa, foram instituídas mudanças como a separação de meio de acesso e tecnologia empregada e a substituição das faixas de velocidade pelas informações de velocidades contratadas pelos consumidores. Dados neste padrão devem estar disponíveis em novas divulgações da agência.

Ao fim de 2020, a Anatel somava 12,865 milhões de acessos na faixa de velocidade igual ou maior que 34 Mbps, enquanto 22,930 milhões ainda não contavam com o nível de serviço.

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