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Leandro Guerra assume comando da EAF

Leandro Guerra, presidente da EAF (Entidade Administradora da Faixa). Fonte: divulgação TIM

A Entidade Administradora da Faixa (EAF) já tem um nome definitivo para ocupar a presidência: Leandro Guerra, que ocupava a diretoria de assuntos institucionais da TIM. Guerra se desliga da operadora e passa a se dedicar exclusivamente às atividades operacionais da EAF, que será essencial para o trabalho de liberação da faixa de 3,5 GHz para o 5G e cumprimento das obrigações acessórias previstas no edital de licitação. O anúncio do nome escolhido foi feito pelas operadoras de telecomunicações ao GAISPI (grupo gestor coordenado pela Anatel que supervisiona o trabalho da EAF).

Leandro Guerra e a EAF têm quatro missões críticas pela frente: a distribuição de kits de recepção de sinais de TV em banda Ku para todos os beneficiários do Cadastro Único que hoje dependem das parabólicas em banda C para acesso aos canais de radiodifusão; a limpeza da banda C estendida pelas empresas de satélite e instalação de filtros de mitigação nas antenas profissionais de serviços fixos de satélite (FSS); a implantação da rede privativa de comunicação de dados ao governo; e a implementação das redes do Programa Amazônia Integrada e Sustentável – PAIS.  As duas primeiras missões, que é a distribuição dos kits de banda Ku e limpeza da banda C nas capitais, precisa ser cumprida até junho, a tempo de que o primeiro compromisso de prazo do edital possa ser atingido pelas operadoras que compraram as faixas de 3,5 GHz nacional.

Para executar essas tarefas, a EAF, sob o comando de Leandro Guerra, vai gerir um orçamento de nada menos do que R$ 6,3 bilhões, o que inclui os recursos para a aquisição e distribuição dos kits de banda Ku e filtros de banda C; logística; comunicação e mobilização; projeto técnico, contratação dos equipamentos e instalação da rede privativa do governo nacional; projeto, equipamentos e implantação da rede sub-fluvial na Região Amazônica, que deve chegar a algo próximo a 7 mil km de fibra e milhares de comunidades ribeirinhas.

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O desafio de funcionamento da EAF é considerado mais complexo do que a experiência que inspirou o modelo, da EAD, constituída a partir do leilão da faixa de 700 MHz em 2014. A EAD teve como primeira tarefa, atingida com sucesso, liberar a faixa de 700 MHz em cerca de 1,4 mil cidades onde a faixa era ocupada por canais de TV analógicos. Para isso foram feitas campanhas de estímulo à digitalização e distribuição de kits de TV digital terrestre à população de baixa renda. Com a sobra de caixa da EAD, de cerca de R$ 1,2 bilhão, foram estabelecidos projetos adicionais, que ainda estão em curso, como a digitalização de transmissores de TV mantidos por prefeituras e um dos trechos da rede do PAIS. Tudo isso respondendo às diretrizes do GAISPI, onde estão representadas as operadoras de telecom que adquiriram os lotes nacionais de 3,5 GHz, as operadoras regionais que compraram a faixa, as operadoras de satélite e as empresas de radiodifusão, além da Anatel e do Ministério das Comunicações.

Biografia

Leandro Enrique Lobo Guerra é graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e em Direito pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). E pós-graduado em MBA Executivo pelo Instituto COPPEAD de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  

Atua em telecomunicações há mais de 35 anos nas áreas de Engenharia, Assuntos Regulatórios e Relações Institucionais como executivo dos Grupos TIM, BCI/TIW (atual Claro), Global Telecom (incorporada pela Vivo), Telepar e Telepar Celular.   

Na TIM Brasil desde agosto de 2001, o executivo foi responsável pela área de Assuntos Regulatórios e atualmente respondia pela área de Relações Institucionais da operadora.  Além disso, representou oficialmente a TIM na ACEL (Associação Nacional das Operadoras Celulares), Conexis (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal), Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações) e GIRED (Grupo de Implantação e Digitalização de Canais de TV e RTV), além de ser Vice-Presidente do Fórum 5G Brasil da Telebrasil, como representante das operadoras de telefonia móvel. 

Ainda não foi escolhido um nome para ocupar a posição de Leandro Guerra na TIM, cuja função será, por enquanto, exercida diretamente por Mário Girasole, VP de assuntos institucionais e regulatórios da operadora.

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