WhatsApp teria fornecido informações à Justiça dos EUA

A causa das recentes tentativas de bloqueios do WhatsApp no Brasil envolviam requisições de cooperação em investigações, como pedidos de metadados de investigados. Isso foi algo que a empresa sempre negou ser possível fornecer devido à natureza do próprio sistema. Mas o aplicativo pode ter feito exatamente isso – mas para a justiça norte-americana. Recente apuração da Forbes afirma que o WhatsApp teria entregado "dados reveladores ao FBI em múltiplas ocasiões", a maioria mostrando os números de celular utilizando, quando ocorreu, por quanto tempo e com quais endereços IP e identificadores (IMEI) estavam associados às respectivas contas. Diz ainda que dados de contatos e de localização "podem ter sido acessíveis à polícia".

De fato, há a indicação de que houve requisições, mas não necessariamente que os pedidos foram acatados parcialmente ou totalmente. Porém, a existência de ordens judiciais bate com datas em que as respectivas investigações teriam sido concluídas.

O sistema de criptografia fim a fim do WhatsApp foi implantado para seus mais de 1 bilhão de usuários em abril do ano passado, mas uma ordem judicial do estado norte-americano de Ohio em maio pediu rastreamento de chamadas e mensagens de um suspeito em uma investigação de combate a drogas. A data, duração e tempo das comunicações seriam gravadas, assim como os números envolvidos, e também pedia detalhes de mensagens de texto SMS aos quais o aplicativo tem acesso. Tudo seria feito sem o consentimento ou aviso prévio ao investigado. Outro caso envolveu um acusado de ligação com células terroristas do Estado Islâmico. Na ocasião, o WhatsApp teria sido acionado em 2014 por meio de uma intimação.

Procurada por esta reportagem para se pronunciar e explicar o que de fato aconteceu e se haveria diferença no tratamento com a Justiça brasileira, a assessoria do WhatsApp não retornou até as 16h40 desta segunda-feira, 20.

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