Para operadoras, preço do handset impede crescimento do LTE

A adoção da tecnologia LTE pelo usuário brasileiro ainda está engatinhando. O diretor de marketing da TIM, Roger Solé, reconheceu que o serviço está no começo, mas atribuiu a culpa aos handsets., que ainda são vendidos como produtos premium no País. "Está crescendo relativamente devagar. O aparelho mais barato sai por volta de US$ 400, não é uma forma barata de entrar no 4G", declarou.  "O preço do handset 4G é muito caro, até pelas taxas. E temos que chegar a um valor melhor nos próximos 12 a 18 meses, ou não vamos conseguir (fazer engrenar)."

Solé argumenta que a precificação dos pacotes precisa ser feita em dados, e não em tecnologia, até para permitir uma migração natural para o usuário. "Esperamos que o ARPU de dados cresça, mas temos de ser bem transparentes com o usuário. Tem que ser acelerador, tem que ser transparente", disse ele durante a Futurecom nesta terça-feira, 22.

"Os preços e viabilidade dos dispositivos é um desafio que temos que encarar", concorda Estanislau Bassols, diretor de mercado individual da Telefônica/Vivo em São Paulo. Outro problema é que, além das metas de cobertura do LTE, a geração anterior ainda precisa ter gargalos cobertos. "Temos uma implantação muito importante do 3G, e que deve ser feita ainda ao mesmo tempo com 4G",  diz. Bassols explica que, apesar de não gerar receita adicional necessariamente, a operadora pode usar o LTE como oportunidade de complemento à rede fixa de banda larga.

 

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