Para TelComp, Telefônica com GVT não seria agressiva no mercado da Oi

A TelComp, Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas, divulgou comunicado à imprensa nesta quinta-feira, 22, manifestando sua preferência pela Vivendi em detrimento da Telefônica na compra da GVT. "O histórico de acordos entre Oi e Telefônica não nos leva a crer que, comprando a GVT, a Telefônica estaria disposta a entrar agressivamente nos mercados em que a Oi atua", afirma Luiz Cuza, presidente da associação.
A TelComp acredita que a chegada do grupo francês ao Brasil traria "desconforto" tanto para a Telefônica quanto para a Oi. "Seguramente, estas empresas teriam que começar a se preocupar com a qualidade e preços de seus serviços em muitos outros mercados, já que a Vivendi teria suficiente fôlego financeiro para contestar a posição dominante delas", afirma Luis Cuza.
Na visão da associação, a oferta hostil feita pela Telefônica para compra da GVT foi a maneira encontrada pela operadora de defender sua posição de domínio nos mercados em que atua, especialmente porque a operadora vem sendo muito cobrada pelo alto custo e pela baixa qualidade de seus serviços.

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Quem é a Vivendi
A receita anual da Vivendi gira em torno dos US$ 37 bilhões. A companhia controla a segunda maior companhia de telecomunicações da França, a SFR e a primeira do Marrocos, a Maroc Telecom. Além disso, o grupo Vivendi tem grande presença no mercado de games e mídia. No primeiro segmento, tem 56% na Activision Blizzard – a maior produtora de jogos do mundo – dona de títulos como Guitar Hero. No mercado de mídia, a Viveni tem 100% de participação na Universal Music Group que é a maior gravadora de música do mundo e detentora do maior catálogo de direitos autorais sobre obras musicais.

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