Teles pressionam pelo uso da faixa de 700 MHz para serviços móveis em encontro da UIT

A pressão das operadoras de telecomunicações pelo acesso ao dividendo digital na faixa dos 700 MHz continua. Com o fim da transição da TV analógica para digital, os canais alocados nesta faixa deixam de existir. Durante o 11º Simpósio Global de Reguladores da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que aconteceu na Colômbia nesta quinta, 22, a GSMA e a AHCIET (Associação Ibero-Americana de Centros de Pesquisas e Companhias de Telecomunicações) apresentaram estudo apontando que a alocação de espectro na faixa de 700 MHz para a implantação de serviços de comunicações móveis pode contribuir com quase US$ 15 bilhões para a economia da América Latina. Além disso, apontaram, expandirá a cobertura de banda larga móvel para aproximadamente 93% da população. O estudo encomendado pelas associações de operadoras aponta ainda que o impacto econômico, caso a faixa continue reservada para transmissões de TV na região, será de apenas US$ 3,5 bilhões. Para as cinco maiores economias da América Latina (Argentina, Brasil, Colômbia, México e Peru), o lado positivo de alocar dividendo digital para Banda Larga Móvel seria ainda mais significativo, já que injetaria quase US$ 11 bilhões na economia. No caso de a faixa continuar reservada para a radiodifusão, seriam apenas cerca de US$ 3 bilhões, segundo o estudo.

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O argumento para destinar a faixa às transmissões móveis já foi apresentado em agosto, no Congresso SET, quando radiodifusores contestaram a necessidade de mais espectro para as operadoras móveis e apontaram a importância da faixa para garantir a interiorização da TV digital (veja nota relacionada abaixo).

Inclusão

As associações das teles afirmam em nota que, ao alocar o espectro de dividendo digital para tecnologias de banda larga móvel, tais como HSPA e LTE, a disparidade entre a população conectada e a não conectada (exclusão digital) pode ser reduzida. Por meio da realocação do espectro de dividendo digital, a cobertura de banda larga móvel da população pode aumentar de 75% para 95% no Brasil.

Além disso, as associações alegam que a implantação do espectro de 700 MHz para banda larga móvel na América Latina também garante um crescimento de US$ 3,1 bilhões do PIB. O relatório está disponível no site: http://www.gsmlaa.org

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