Exército testará LTE em 700 MHz com Motorola Solutions

O Exército brasileiro e a Motorola Solutions realizarão testes de soluções de comunicação de voz e dados com tecnologia LTE (Long Term Evolution) na faixa de 700 MHz em Brasília. Será montada uma rede com duas antenas fornecidas pela Ericsson, parceira da Motorola nos testes, que cobrirão a área da Esplanada dos Ministérios e o Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército. O core da rede e os terminais serão da própria Motorola. Para a experiência, a companhia solicitou uma faixa de 5 MHz + 5 MHz à Anatel. A infraestrutura deve ser instalada até o começo de outubro. Os testes durarão cerca de seis meses.

A Motorola Solutions é particularmente forte na venda de equipamentos e soluções para órgãos de segurança. A empresa vende tanto rádios digitais capazes de operar em VHF, UHF, 700 MHz e 800 MHz, quanto soluções de integração e gerenciamento de salas de controle, inclusive para uso em missões críticas. O próprio Exército é cliente da companhia, tendo fechado este ano um contrato de mais de R$ 20 milhões na compra de 10 mil rádios digitais, a maioria para uso na missão no Haiti. "Não queremos simplesmente vender terminais LTE, mas soluções completas de segurança pública", afirma o presidente da Motorola Solutions no Brasil, Eduardo Stefano.

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Análise

Os testes a serem realizados pelo Exército em LTE demonstram que as Forças Armadas entrarão na disputa pelo destino da faixa de 700 MHz, hoje usada por radiodifusores. E não estão sozinhas entre os órgãos de segurança, já que recentemente a Polícia Militar de São Paulo revelou a realização de testes similares com a Alcatel-Lucent. A ideia é seguir o modelo norte-americano, onde parte dessa frequência foi destinada a serviços de emergência, que já começaram a usá-la na cidade de São Francisco, por exemplo.

Com a migração para TV digital, prevista para ser concluída em 2016, o futuro da frequência de 700 MHz ainda é incerto. As operadoras de telefonia querem que a faixa seja leiloada para serviços móveis, enquanto as TVs parecem preferir protelar a discussão.

Existe também a possibilidade de antecipação da devolução do espectro, o que seria do interesse do governo federal, de acordo com algumas fontes.

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