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Entidade pede a governos colaboração contra interferência do 5G em aviões

Foto: Pixabay

Uma preocupação recente que afetou a implantação do 5G nos Estados Unidos agora tomou uma proporção internacional: a interferência do espectro da banda C com sistemas de segurança da aviação. Nesta semana, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) decidiu em assembleia geral em Doha, no Qatar, fazer um pedido formal a governos do mundo todo para que trabalhem em “estreita colaboração” com o setor para permitir a coexistência dos serviços. 

Em comunicado divulgado à imprensa nesta quarta-feira, 22, a IATA diz que reconhece a importância econômica da disponibilização do espectro para o 5G, mas que também é crítico manter a segurança de passageiros, tripulações e aeronaves. O próprio caso norte-americano foi citado pela entidade como algo a se evitar, mas a coordenação entre setores do Brasil, dentre outros, é um exemplo de eficiência para a associação. 

“Não devemos repetir a experiência recente nos Estados Unidos”, declara o diretor geral da IATA, Willie Walsh, no comunicado, citando a interrupção dos serviços de aviação por risco de interferência nos radioaltímetros. “Na verdade, muitos países, como Brasil, Canadá, França e Tailândia, conseguiram gerenciar com sucesso os requisitos dos provedores de serviços 5G, incluindo as mitigações necessárias para preservar a segurança da aviação e garantir serviços ininterruptos”, completou.

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Entre as medidas adotadas por governos estão a garantia de banda de guarda suficiente para separar a banda C do 5G da faixa de 4,2-4,4 GHz utilizada pelos radioaltímetros; estabelecer limites de potência e inclinação para baixo de antenas de 5G “principalmente nas proximidades de rotas de voo”; e mesmo proibir a rede móvel com a tecnologia em zonas de precaução ao redor de aeroportos. No Brasil, a Anatel promoveu estudos com a Embraer e em maio iniciou consulta pública, que ainda está aberta, sobre a questão.

A visão da IATA é que é necessária uma coordenação entre governos, agências reguladoras e setor de aviação para garantir que não aconteçam interferências. Por isso, estudos detalhados devem ser feitos antes da disponibilização do espectro em leilões.

Especificamente sobre os Estados Unidos, a associação critica a decisão da agência de aviação civil norte-americana (FAA) de que as empresas do setor aéreo deveriam modernizar e atualizar os equipamentos de radioaltímetro com recursos próprios. Segundo a entidade, o prazo estabelecido pela diretriz é apertado (até julho de 2023), ainda que a FAA sequer certificou tais equipamentos.

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