ERBs precisam dobrar para Brasil competir no 5G, afirma Nokia

Caso queira ser competitivo na arena global do 5G, o Brasil precisa mais que duplicar o número de estações radiobase (ERBs) instaladas no País, adicionando cerca de 100 mil unidades para amparar um serviço que atenda as expectativas. O diagnóstico foi feito pelo diretor de negócios da Nokia no Brasil, Luiz Tonisi, durante o segundo dia do Painel Telebrasil, realizado nesta quarta-feira, 22. Segundo ele, a empresa já forneceu cerca de 7 mil ERBs "5G-ready" para operadoras brasileiras.

"Precisamos de 100 mil novas ERBs. Sem isso, não vamos competir com ninguém", argumentou Tonisi, classificando a baixa efetividade da Lei das Antenas e a pouca flexibilidade para lançamentos de fibra como grandes desafios para atingir tal escala. Segundo dados de março, o País contava com cerca de 93,8 mil ERBs ativas, das quais 641 foram instaladas em 2019. A expectativa do MCTIC é que um decreto regulamentador da Lei das Antenas traga mais celeridade para a instalação em cidades como São Paulo, onde licenças para novas antenas não são concedidas há dois anos.

Em nível global, a necessidade identificada pela Nokia também envolve a multiplicação dos sites. "Considerando que temos 7 milhões de ERBs no mundo, precisamos dobrar", afirmou Tonisi, notando que o montante pode chegar em 10 milhões de novas estações se considerados modelos de menor porte – que também podem ter regras simplificadas para instalação no Brasil, segundo a Anatel. Ainda assim, outros passos são igualmente necessários para o sucesso da tecnologia de quinta geração. "O 5G é um ecossistema, e não apenas rádio. Se não preparar e modernizar o core, o transporte, [adotar] redes definidas por software, orquestração fim a fim e edge computing [não adianta]".

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