Rentabilidade da Claro Brasil é 30% menor que a da América Móvel, diz Zenteno

Em um cenário de alta competitividade com grandes grupos internacionais de telecomunicações no mercado brasileiro, o aumento da demanda por serviços e a necessidade de fazer pesados investimentos em infraestrutura atrelada a obrigações regulatórias pressionam as margens das operadoras no Brasil. A opinião é do presidente da Claro Brasil, Carlos Zenteno, que falou com este noticiário após o primeiro debate do 57º Painel Telebrasil nesta quarta, 22, em Brasília. "A rentabilidade da operação no Brasil é 30% menor do que a da América Móvil. Além do mercado concorrido, o aspecto regulatório também pesa com demandas fortes", revela.

O executivo juntou sua voz ao coro dos presidentes de outras operadoras pela flexibilização e refarming de frequências para cumprimento de metas do 4G. Zenteno sugere que sempre que sejam feitas consultas públicas para leilões ou qualquer mudança regulatória, que se considere o impacto dessas medidas, o que seria mais eficiente econômica e tecnicamente. "Poder usar frequências que já temos disponíveis e que teriam melhor desempenho melhora a qualidade para os usuários e otimiza investimentos".

O que Zenteno quer é usar, por exemplo, a frequência de 1.800 MHz, já sendo utilizada em outros países, para atender requerimentos de cobertura de 4G, uma vez que a frequência de 2,6 GHz "não é muito eficiente". "Não estamos tentando fugir de uma responsabilidade que temos. Sabemos dos compromissos que assumimos quando compramos as licenças de 4G. O que queremos é poder cumprir esses compromissos com flexibilidade para usar a frequência de melhor custo-benefício para atender as metas de cobertura e de qualidade", argumenta Zenteno.

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