Sprint quer operar LTE na frequência de 800 MHz herdada da Nextel

Até o final do ano, todas as 9,6 mil estações rádio-base (ERBs) iDEN que ainda restam ativas na rede da Sprint para atender com serviços de rádio-chamada (Push-To-Talk, PTT) os clientes herdados da Nextel nos Estados Unidos serão desconectadas. O CTO da Sprint, Stephen Bye, lembra que a rede inicialmente fora projetada para atender 20 milhões de clientes e hoje está redimensionada para atender os 5 milhões atuais.

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Os clientes estão sendo migrados para o serviço Sprint Direct Connect, que é o PTT sobre a rede CDMA da tele, baseada na solução QChat, da Qualcomm. “Nós nos comprometemos a manter os investimentos na nossa rede CDMA por pelo menos mais dez anos. Não abrimos os dados, mas posso dizer que a migração está indo muito bem e a rede iDEN será descontinuada até o fim do ano”, garante Bye. No Brasil, a Nextel ainda mantém a rede iDEN ativa.

Enquanto o processo de migração avança, a Sprint aguarda a autorização da FCC, a agência reguladora norte-americana para utilizar as frequências de 800 MHz da operação adquirida da Nextel na implementação de LTE. “A FCC já nos havia autorizado a usar essa frequência para 3G e não creio que será um problema permitir também o LTE”, afirma o CTO. “É importante descontinuar a rede iDEN não apenas para otimizar o espectro que temos, mas também para eliminar os custos associados a esse negócio”, conclui.

A ideia da Sprint é usar tecnologia FDD LTE na frequência de 800 MHz, assim como já utiliza na faixa de 1,9 GHz. Bye participou nesta terça do Alcatel-Lucent Technology Symposium, que acontece essa semana em Santa Clara, na Califórnia.

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