Europa precisa identificar mais 1.200 MHz para banda larga móvel até 2015

A União Europeia (UE) tem metas ambiciosas de penetração de banda larga residencial e conta com tecnologias móveis para atingi-las. Em 2020, o objetivo é que todos os lares dos países membros tenham conexões com velocidade de pelo menos 30 Mbps e que metade tenha acesso de 100 Mbps. Boa parte dessa meta será atingida por meio de redes móveis. Por isso, a UE trabalha para harmonizar entre seus países o uso de espectro para este fim, contando com faixas herdadas pela migração para TV digital, conhecidas como "dividendo digital".

"Até 2015 precisamos identificar mais 1.200 MHz para banda larga móvel. As frequências pretendidas são as de 700 MHz, 1,5 GHz e 2,3 GHz", disse Paulo Lopes, conselheiro para a Sociedade da Informação e Mídia da delegação da União Europeia no Brasil. O trabalho faz parte do programa europeu de política de espectro, lançado este ano.

A faixa de 790 MHz a 862 MHz, hoje usada pela radiodifusão, já está prevista para ser cedida para banda larga móvel em todos os países membros. O apagão da TV analógica já aconteceu em diversos países europeus, como Portugal, Espanha, França, Alemanha e Holanda. Em outros, como Inglaterra e Itália, a migração para TV digital será concluída este ano. Há ainda alguns casos, especialmente no leste europeu, como Bulgária em Hungria, nos quais o processo levará mais alguns anos. A Grécia é o único país que ainda não definiu seu cronograma.

Lopes participou nesta terça-feira, 22, do evento Rio Wireless, no Rio de Janeiro.

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