"Desde que ganhemos dinheiro, podem nos chamar de dumb pipes", diz CTO da Sprint

O serviços over-the-top (OTTs) aparentemente não assustam em nada a operadora móvel norte-americana Sprint. O CTO Stephen Bye mostrou-se muito confortável quando questionado sobre a posição da tele sobre OTTs e a constante queixa das operadoras de maneira geral para que estes serviços também arquem com parte dos custos de investimento na rede. “Há um motivo para que nos chamem de ‘carriers’, nosso serviço é transportar serviços e, se querem nos chamar de burros, dumb pipe (canos burros), tudo bem, desde que ganhemos dinheiro”, comenta Bye. “Se você for um encanador e for bom, pode fazer muito dinheiro”, brinca.

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E enquanto AT&T, Verizon e T-Mobile optaram por descontinuar seus planos ilimitados de dados móveis, a Sprint continua a encorajar seus clientes a usar sua banda larga móvel e promover tais planos como diferencial competitivo de simplicidade e conveniência.

“Sempre acompanhamos a curva de consumo e comportamento dos usuários e quando avaliamos a conta, não faz sentido limitar o consumo. Apenas 1% dos usuários consomem uma enorme quantidade de dados, mas os outros 99% usam bem abaixo da média e esse não é ‘o’ problema da sobrecarga nas redes de dados”, argumenta o CTO.

Ele lembra, entretanto, que os investimentos em rede para oferta de banda larga móvel começaram a ser feitos há cerca de três anos para o lançamento de 4G em uma rede WiMAX. “Além disso, nesse mesmo período iniciamos a otimização das nossas redes para melhor aproveitar os recursos disponíveis e reduzir custos melhorando performance, processo que foi intensificado nos últimos 24 meses”, pontua. Entre as iniciativas para otimizar rede estão implementações de IMS, CDNs (content delivery networks), análise e processamentos de grandes quantidades de dados e otimização de espectro. “Não abrimos detalhes do que estamos fazendo para otimizar a rede, mas o que posso dizer é que não há uma só solução: usamos um grupo de soluções diferentes para atender à explosão do tráfego de dados em nossa rede”, diz Bye.

“Repassar os custos para os usuários do investimento na rede para atender à demanda crescente seria a maneira fácil. Difícil é fazer mais com menos e estamos trabalhando para trazer serviços inovadores sem repassar os custos”, disse o CTO da Sprint. Bye participou nesta terça do Alcatel-Lucent Technology Symposium, que acontece até quarta-feira em Santa Clara, na Califórnia.

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