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EAF inicia trabalhos com foco nos serviços corporativos de satélite e TVRO; “O prazo é factível”, diz Leandro Guerra

Leandro Guerra, presidente da EAF (Entidade Administradora da Faixa). Fonte: divulgação TIM

A Entidade Administradora da Faixa (EAF), empresa responsável pela implementação dos compromissos da faixa de 3,5 GHz, está confiante de que é possível cumprir os primeiros prazos do edital, que preveem a liberação das capitais até o dia 30 de junho para o início das transmissões do 5G na faixa. Segundo Leandro Guerra, CEO da empresa, O desafio é grande, mas o trabalho foi dividido em etapas para permitir o cumprimento dos prazos nas capitais. Comandando uma equipe de cerca de 20 pessoas e assessorado nessa primeira fase pela KPMG, Guerra aposta que o modelo de terceirização de boa parte das atividades dará agilidade para a EAF e pretende manter um modelo enxuto de operação, mesmo com um orçamento de mais de R$ 6 bilhões. 

A expectativa é de que no começo de maio fiquem mais claros os cenários em relação aos prazos. É quando devem ser entregues as propostas das primeiras RFPs (Request for Proposal) abertas esta semana pela EAF ao mercado para o fornecimento de equipamentos e serviços essenciais ao cumprimento das primeiras metas. Os desafios mais urgentes são a migração dos serviços de satélite corporativos (FSS) que estão na banda C estendida (3,625 GHz a 3,700 GHz), a implementação dos filtros para os serviços corporativos de satélites (FSS) que operam nas faixas acima de 3,7GHz  e a instalação dos kits de recepção de TV via satélite para os beneficiários do Bolsa Família.

O trabalho começa pelas capitais, explica Leandro Guerra, o que diminui bastante o tamanho do problema para estes primeiros meses de operação da EAF. No caso dos serviços fixos de satélite que precisarão ser migrados para outras frequência, a EAF identificou 212 estações das quais 174 ainda precisam ser migradas. Já aquelas que precisarão de filtros são cerca de 1200.

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No caso dos usuários de TVRO que estejam no Bolsa Família, a expectativa da EAF, cruzando dados do IBGE de 2019 com os dados do Cadastro Único é de um universo de cerca de 257 mil kits que precisarão ser distribuídos nas capitais, o que representa apenas entre 2% e 3% do total de kits que precisarão ser distribuídos. “As capitais serão o nosso laboratório, porque o desafio maior vem depois, para as datas a partir de 2023”.

Já existem 2 RFPs na praça e uma para sair na próxima semana: 1) Para a aquisição dos filtros de mitigação dos serviços profissionais de satélite (FSS) sai nesta semana do dia 24 ; 2) para as empresas de engenharia que darão o suporte na instalação destes filtros (desde o dia 18); e 3) para os kits de recepção de banda Ku, incluindo set-top box, antena e LNB, que serão instalados para os beneficiários do Cadastro Único (também já publicada). Também está sendo contratada uma agência de publicidade para dar suporte à comunicação da EAF. Os prazos de resposta das RFPs é 2 de maio, mas existe sempre a possibilidade de prazo adicional se necessário. “Vamos ter que esperar a resposta do mercado para ter certeza desses prazos”, diz Guerra.

No caso das estações FSS, serão cruzados os polígonos de ativação das operadoras de telecomunicações, para que possam ser priorizadas as áreas em que efetivamente estão previstas estações transmissoras de 5G em 3,5 GHz em cada capital. As operadoras já apresentaram estes polígonos, diz Guerra.

Uma novidade é que a EAF está prevendo a possibilidade de que as próprias operadoras de satélite sejam responsáveis pelo trabalho de mitigação. Vale lembrar que no edital não ficou previsto nenhum tipo de compensação das operadoras de satélite, mas o entendimento é o de que sem elas será muito mais complexo interagir com os usuários dos serviços FSS, até porque parte do trabalho, relacionados às frequências e transponderes a serem utilizados, passa por uma coordenação com as operadoras de satélite. “Elas poderão se apresentar para a RFP de maneira individual ou combinada com parceiros, e estamos prevendo a contratação de mais de uma empresa”, disse Guerra.

Outro dificultador para a EAF é que nos serviços FSS há situações de maior complexidade, como teleportos, que exigirão uma solução mais customizada em relação aos filtros e processo de instalação. A partir da entrega das propostas à RFP ficarão definidos os cronogramas, mas a ideia é na segunda quinzena de maio começar a instalar os filtros e realizar os canais que ainda estiverem na banda C estendida.

Pré-cadastro para TVRO

Já os usuários de sistemas de parabólica para TV aberta (TVRO) passarão antes por um processo de cadastramento. Segundo Leandro Guerra, a ideia não é concluir a instalação de todos os kits até 30 de junho, mas sim ter o cadastramento feito e garantir o suporte para a instalação dos kits. Nesse sentido, pesa a favor da EAF o fato de que o edital não estabeleceu nenhum percentual de domicílios aptos a priori para a ativação dos sinais de 5G na faixa de 3,5 GHz. “Precisamos assegurar que os kits possam ser instalados, mas como é um universo de pessoas que não sabemos exatamente quem são, só será possível dimensionar depois do cadastramento”, diz Guerra.

Ele diz que a EAF não está planejando nenhuma pesquisa antes para verificar quantos são esses usuários do Cadastro Único nem onde eles estão. “O importante é que depois que o 5G estiver ativado vamos ter em todas as capitais o atendimento emergencial para os casos que não estivesses previstos e que venham a ter problema com interferência. 

O processo de comunicação para os usuários de TVRO está previsto para meados de maio, e fica mais assertivo no começo de junho, juntamente com o único do cadastramento de usuários. 

Coordenação

Para Leandro Guerra, nesse primeiro momento será muito importante que o setor de radiodifusão, o setor de satélites e EAF estejam bem alinhadas para que as ações aconteçam nos prazos imaginados. ” A gente acredita muito que o Gaispi (grupo gestor da Anatel que coordena as ações da EAF) terá esse papel fundamental, e muitas das questões que estamos levantando já estão sendo endereçadas pelos grupos técnicos)”, diz o CEO da EAF.

 

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