Ericsson tem aumento na receita, mas queda nos lucros

No balanço financeiro do primeiro trimestre divulgado nesta quarta-feira, 22, a Ericsson registrou aumento na receita, mas queda nos lucros. De acordo com a companhia sueca, contudo, ainda não foi notado um impacto mais significativo da pandemia do coronavírus. 

As vendas líquidas da companhia caíram 2% no trimestre, totalizando 49,8 bilhões de coroas suecas (4,55 bilhões de euros, na cotação atual). A área de redes totalizou 35,1 bilhões de coroas (3,21 bilhões de euros), um aumento de 5% no ano. 

O lucro operacional caiu 12%, ficando em 4,3 bilhões de coroas (390 milhões de euros). A margem caiu 1,3 ponto percentual, encerrando março em 8,7%. Considerando apenas a área de redes, o lucro operacional foi de 5,8 bilhões de coroas suecas (530 milhões de euros), avanço de 6%. O que puxou o indicador para baixo foi o prejuízo líquido de 1,4 bilhão de coroas (130 milhões de euros) em serviços de gerenciamento. 

Já o lucro líquido também apresentou queda: 5%, totalizando 2,3 bilhões de coroas suecas (210 milhões de euros). 

Apesar do resultado, a companhia encerrou o trimestre com aumento de 6% no caixa líquido na comparação anual, e de 11% na comparação com o fim de 2019. No total, ficou em 38,4 bilhões de coroas, ou 3,51 bilhões de euros. 

O fluxo de caixa livre caiu 33% no período, totalizando 2,3 bilhões de coroas (210 milhões de euros). Embora seja um recuo comparado ao primeiro trimestre de 2019, é uma reversão do fluxo de caixa negativo de 1,9 bilhão de coroas suecas (170 milhões de euros) no final do ano passado.

Impacto da covid-19

Em comunicado, o CEO da fornecedora, Börje Ekholm, destacou o impacto "direto e indireto" do coronavírus, e que tem procurado tomar decisões para colocar em primeiro lugar a segurança e saúde de funcionários, clientes e parceiros. "A Ericsson entregou um resultado sólido durante o primeiro trimestre, com impacto limitado da pandemia do covid-19", afirma, citando o aumento da margem no período.

A fornecedora destaca ainda ter já em funcionamento 29 redes 5G funcionando em operadoras espalhadas pelo mundo. No entanto, Ekholm demonstra preocupação de que os investimentos na tecnologia sejam atrasados na Europa, e pede que governos da região incentivem as redes como forma de reaquecer a economia. Na China, espera um aumento de contratos no segundo trimestre, e na América do Norte, acredita que os investimentos sejam intensificados no segundo semestre. "Permanecemos positivos na previsão de longo prazo, mas o segundo trimestre provavelmente será um pouquinho menos forte do que o normal por conta do momento de contratos estratégicos e das incertezas da covid-19. Prever quando as restrições (…) serão levantadas e como a recuperação [econômica] parecerá é impossível. Ainda assim, mantemos os targets para 2020 e 2022 com o cenário atual", finaliza o CEO.

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