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Highline refinancia dívida com emissão de R$ 1,65 bilhão em debêntures

Foto: Pexels

A operadora de infraestrutura Highline do Brasil anunciou nesta terça-feira, 22, a conclusão de processo de refinanciamento de sua dívida, após a emissão de debêntures no valor de R$ 1,65 bilhão.

A operação alongou o perfil do financiamento da Highline, passando de atuais 12 meses para cinco anos. As debêntures substituem dois financiamentos de curto prazo de R$ 800 milhões realizados durante as aquisições da Phoenix Tower, em 2020, e das torres da Oi, em 2021.

Também foram adotadas “taxas mais competitivas” frente aos compromissos anteriores da operadora, passando para CDI +3,3% contra CDI +3,7%, segundo a Highline. A nova emissão foi realizada por um sindicato de sete bancos liderado pelo Bradesco BBI. MUFG, Scotiabank, Credit Agricole, Goldman Sachs, Deutsche Bank e BR Partners foram as demais instituições envolvidas.

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“As condições mais atrativas obtidas pela Highline, mesmo em um cenário desafiador para obtenção de crédito, refletem a confiança do mercado na companhia e reforçam a estrutura de capital da empresa”, argumentou a empresa de infraestrutura. “Essa operação faz parte do planejamento estratégico da empresa em aumentar a participação nos projetos de crescimento e expansão de seus clientes e dos novos grupos que obtiveram licenças de 5G recentemente”.

Ativos

Hoje, a Highline soma 5,3 mil pontos de infraestrutura para redes de telefonia celular no País. Em comunicado, a empresa apontou que o total de ativos geridos cresceu 60% mo ano passado “pela ampliação substancial do prazo médio de nossa carteira de contratos e pelos novos co-investidores de relevância global”, segundo o CFO da empresa, Daniel Lafer.

“O sucesso do refinanciamento está apoiado pela robustez que atingimos em 2021”, afirmou o diretor. “Agora, quando completamos dez anos de operações, estamos prontos para as novas parcerias e desafios que o ciclo do 5G trará nesta década”.

Entre os investidores da Highline estão Allianz (seguradora), AimCo (gestora de fundos de pensão de Alberta, no Canadá) e o braço de fomento do Banco Mundial (o IFC), além da sócia majoritária DigitalBridge.

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