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Vivo: implantar novo core de rede é mais problemático que obrigação do Release 16

No painel que discutiu o edital do 5G no Seminário de Políticas de (Tele)Comunicações, organizado pela TELETIME e pelo CCOM/UnB e que aconteceu na manhã desta segunda-feira, 22, a Vivo apontou que o problema não é a obrigação de utilizar o Release 16 na implementação do 5G, conforme previsto no edital. A questão é o tempo para montar core de rede, que em média tem demorado dois anos para ficar pronto. Isso porque é necessário uma rede standalone (ou seja, sem apoio de um core 4G), que é o que permitirá disponibilizar todas as funcionalidades previstas para a plenitude da quinta geração de telefonia móvel – menor latência, conexão massiva de máquinas e ultra capacidade de dados.

Átila Branco, diretor de planejamento de rede da Vivo, disse que colocar o Release 16 na ERB é uma fase necessária e que tal obrigação não seria a mais problemática. “Todo mundo caminha para o Release 16, Release 17… Acho que o maior problema é o core de rede. Precisamos de um núcleo de rede completamente novo: redes virtualizadas e de cloud computing, por exemplo. E isso demora”, apontou Branco.

“Se houver demanda específica que realmente só seja possível de atender com standalone, tudo bem, a gente coloca. É muito mais simples ter um core dedicado”, diz o diretor. Mas quando a obrigação se torna nacional, fica muito mais complexo. “Queremos e vamos para o standalone. Mas é preciso toda a mecânica que já começou, de capilaridade e adequação da rede.”

O representante da Vivo diz ainda que o prazo para implementação desse core de rede, capaz de suportar todas as características do 5G, não tem sido imediato em outros países. “O que temos percebido em outros países é que o momento da ativação desse core demorou em média dois anos. Precisamos colocar esse core pelo menos em cada uma das capitais do País. E isso exige tempo. A ida para o Release 16, depois para o 17, é um processo natural. E por isso, defendemos que este processo seja feito de maneira gradativa”, disse o representante da Vivo.

Segundo Branco, a Vivo possui um “grande case de veículos autônomos de uma grande corporação brasileira, com latência baixíssima, mas em 4G“, provando que não é necessário ter uma rede standalone 5G para oferecer as funcionalidades demandadas já pela Anatel. E que, por isso, é necessário modular essa implantação.

Otimização de ERB

Sobre a obrigação de implantação de estações radiobase com o Release 16, Átila Branco disse que ela pode ser otimizada, atingindo um número maior de pessoas do que as previstas no edital do leilão do 5G, que está em discussão na Anatel. “Sobre o tema de uma estação radiobase para cada 50 mil habitantes, olhando o número de sites conectados, é preciso olhar para a otimização. Precisamos garantir a otimização das ERB. É possível por exemplo, colocar uma ERB que pode atender mais de uma localidade”, defendeu o representante da Vivo.

Na versão apresentada por Carlos Baigorri sobre a obrigação de instalação de ERBs, foi fixado que, até 31 de dezembro de 2022, a operadora vencedora do leilão da faixa de 3,5 GHz terá a obrigação de instalar uma ERB 5G para cada 50 mil habitantes nas capitais. A meta passa para uma ERB a cada 30 mil habitantes nas capitais em 31/12/2023; e depois, para uma ERB a cada 15 mil habitantes em cidades com mais de 500 mil habitantes (2024), 200 mil (em 2025), 100 mil (2026) e metade dos municípios com mais de 30 mil habitantes (2027).

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