Portugal Telecom aponta riscos na concentração de redes móveis

Em documento entregue na última quarta-feira, 20, à Autoridade da Concorrência (AdC), a Portugal Telecom, controladora da Vivo em sociedade com a Telefónica, qualificou de "obscena" a filosofia da AdC "na perspectiva do Direito da Concorrência". A empresa acusou o órgão regulador de aproveitar a oportunidade de separação de redes em Portugal para considerar "tolerável a criação de uma posição dominante no mercado móvel", não fazendo "o que manda a lei, ou seja, proibir uma concentração que resulta na criação de uma posição dominante no mercado móvel".
É o último documento enviado ao regulador sobre a OPA (Oferta Pública de Ações) lançada pela Sonaecom para a aquisição da PT. A decisão final deverá ser anunciada nesta sexta-feira, tendo o próprio presidente da PT, Henrique Granadeiro, já admitido que não espera alterações substanciais: a AdC aprovará a OPA com ressalvas, que incluem a venda de uma rede fixa (cobre ou cabo), mas autoriza a polêmica fusão entre a TMN com a Optimus, braço móvel da Sonaecom. O órgão regulador argumenta que criou meios que permitem o surgimento de mais operadoras.

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