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Comissária da UE defende parceria com o Brasil para transformação digital

A vice-presidente da Agenda Digital da União Europeia, comissária Margrethe Vestager, participou nesta terça, 21, do segundo dia do Painel Telebrasil 2021. A comissária destacou o papel que a economia digital tem nos planos de recuperação da Europa e comentou sobre os impactos que a transformação digital traz para as economias e os elos de cooperação que são criados entre os diversos parceiros que possuam interesses compartilhados. “Podemos apoiar uns aos outros, aprender e trabalhar em prol de objetivos em comum, por meio de uma transformação digital que seja positiva a todos”, afirmou.

Segundo Vestager, o plano de recuperação da União Europeia passa necessariamente pela digitalização e que, serão investidos no mínimo 150 bilhões de euros, que representam 20% do plano, para a transição das economias. “Vamos modernizar a administração pública, melhorar a capacidade de dados em nuvem e implantação de banda larga de alta velocidade”, disse. De acordo com ela, existe a convicção de que a recuperação econômica do mundo pós-Covid não pode trazer de volta hábitos da chamada velha economia global.

Margrethe também salientou a necessidade de eliminar a exclusão digital e disse acreditar em uma parceria com o Brasil em direção à economia de dados. Para isso, alerta, é preciso haver uma infraestrutura avançada e segura. Em 2013, a Comissão Europeia estabeleceu uma parceria público-privada para acelerar a pesquisa e inovação em 5G, com mais de 700 milhões de euros de recursos públicos investidos. “Agora, no plano de recuperação, essa parceria pode ajudar a garantir o pleno envolvimento do setor privado no suprimento das enormes necessidades de investimento”, completou.

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A Comissária lembrou a assinatura de um memorando de entendimento entre a Telebrasil e a PPP de 5G da União Europeia para aprofundar a cooperação e o cabo submarino de fibra óptica Ellalink, que conecta o Brasil a Portugal, a primeira ligação direta de alta capacidade entre a Europa e a América do Sul. “Ao reduzir em até 50% a latência, o cabo submarino está ajudando a preparar os dois continentes para uma nova era de cooperação digital”, afirmou.

Vestager entende que a maior contribuição que os governos podem dar a seus países é a criação de um ambiente regulatório capaz de permitir que os entes privados possam operar. “As regras permitem que o setor privado atue naquilo que faz de melhor: competir e entregar valor e confiança aos consumidores”.

A Comissária finalizou afirmando que o momento atual é de modelação do futuro digital com cada nova regulação e novos investimentos. “Podemos aumentar as conexões entre nós, aprendendo uns com os outros, sobre como manter as nossas redes confiáveis e resilientes. Espero que essa parceria cresça no futuro”, concluiu.

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