Globosat se prepara para HD e novas instalações

A Globosat, que prepara para novembro seu canal em alta definição, ainda não tem idéia do volume de assinantes que poderá atingir. Haverá necessidade de novo decoder na casa dos assinantes, mas não é possível ainda calcular quantos equipamentos serão trocados inicialmente. ?Parte do parque de decoders está em fim de vida útil. Podemos alinhar esta troca à nova tecnologia DVB-S2 (8PSK)?, afirmou o gerente de operação exibição do departamento de engenharia da Globosat, Marcio Albernaz. A empresa deverá trabalhar com os operadores para fazer o planejamento da migração e também para que eles se adaptem à tecnologia. Para a Globosat o investimento não é alto. Mas Albernaznão fala em valores: ?O problema é para os operadores.? A empresa está dimensionada para transmitir e exibir 45 canais em HD e SD (Standard Definition), mas começará com apenas um canal este ano.
O executivo, que participou do 7º Congresso Latino-Americano de Satélites, encerrado nesta sexta, 21, no Rio de Janeiro, promovido pelas revistas TELA VIVA e TELETIME, também não soube dizer quando será feita a migração total para HD. ?É difícil prever, o mundo é muito menos HD do que se imagina. Temos tido dificuldade de obter este conteúdo.? Ele explicou que isto requer uma revisão das atuais parcerias. ?É um desafio colocar este canal. É preciso observar e aprender.?

Nova sede e tecnologia

A Globosat mudará também de sede, no próximo ano, o que não interromperá a transmissão por satélite de 20 canais, garante Albernaz. As novas instalações serão na Barra da Tijuca, com 4,5 mil metros quadrados de área de engenharia de TV. No projeto consta infra-estrutura de satélite com quatro antenas de sete metros e oito antenas de 4,5 metros, possibilidade de armazenar conteúdo em baixa resolução e em diferentes formatos, 70 TB de armazenamento de arquivos em servidor de edição e servidor de exibição, arquivos de fitas com capacidade de até 100 mil fitas, e, entre outros recursos, infra-estrutura terrestre com abordagem de fibra óptica e microondas em ambiente totalmente ?tapeless? (sem fita).
Albernaz disse que a empresa está alinhando para o próximo ano a mudança da nova sede com redundância de capacidade. Será possível recuperação de 100% do conteúdo, em caso de falha do segmento espacial. E apesar da sobra de espaço com a compressão de dados, ele afirma que não planeja reduzir capacidade de satélite, e sim melhorar a qualidade dos sinais.

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