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Estudo da SET aponta necessidade de mais canais para a TV digital

A SET (Sociedade Bras. de Engenharia de Televisão) apresentou nesta terça, 21, em seu congresso em São Paulo, um estudo que mostra que a cessão de canais do chamado “dividendo digital”, ou seja, as frequências liberadas com o fim da TV analógica, não será tão fácil quanto podem pensar as operadoras de telecom.

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Segundo a consultora Teresa Mondino, uma das organizadoras do trabalho, a TV ocupa hoje os canais 14 a 59 (TVs comerciais) e 60 a 69 (TVs públicas) da faixa de UHF, e as teles querem ficar com a faixa do 14 ao 52, que seria liberada com a digitalização.

No entanto, diz ela, o plano de canalização da TV digital não é otimizado, e há um excesso de estações em SFN (Single Frequency Network, ou seja, operando na mesma frequência), o que gera possibilidades de interferência que impactam na cobertura. Em outras palavras, a faixa de 700 MHz, alvo das teles, está congestionada nas cidades mais densamente povoadas, e mais interessantes economicamente.

O estudo focou-se no interior de São Paulo, uma das áreas mais problemáticas do País, segundo André Ulhoa Cintra, coautor do trabalho. Analisando as possíveis interferências entre todas as emissoras da região, o estudo concluiu que são necessários mais canais para garantir a transmissão de TV digital de qualidade à maioria dos habitantes.

“Poderiam ser liberados apenas dois canais em Campinas/Sorocaba, seis em Ribeirão Preto, oito em São José do Rio Preto e sete em Bauru”, diz Cintra, mencionando as áreas pesquisadas. “Há necessidade de mais espectro já hoje para replicar os canais analógicos, isso sem considerar futuras expansões e entrada de novos players”, relata.

Mais frequências podem ser liberadas se o plano de canalização for refeito, de forma a otimizar as redes SFN, sobretudo por conta das empresas independentes, que muitas vezes têm apenas uma emissora e com isso ocupam um canal que poderia ser usado por uma rede em todo o Estado. Mas este novo plano, diz, só pode ser feito depois do switch off analógico.

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