Prejuízo da Vivo surpreende analistas

O prejuízo líquido de quase meio bilhão de reais da Vivo no segundo trimestre foi muito pior do que previam as projeções de analistas do mercado financeiro. ?Ninguém esperava tudo isso?, comenta Teresa Rodriguez, analista da Lopes Filho, cuja projeção era de que a operadora tivesse um prejuízo de aproximadamente R$ 130 milhões. A margem Ebitda de 11,6% também ficou muito abaixo do projetado pelo mercado, que esperava algo entre 20% e 24%, de acordo com analistas entrevistados por TELETIME News.
O que mais chamou a atenção dos analistas foi o ajuste extraordinário de R$ 161,5 milhões para PDD (provisões para devedores duvidosos) em razão da troca da plataforma de billing da companhia. A Vivo não havia feito até então nenhuma sinalização ao mercado de que faria tal ajuste. ?Não é a primeira vez que a Vivo apresenta problemas com PDD. Isso está deixando de ser algo extraordinário?, avalia Eduardo Roche, do banco Modal.
Para os analistas, o único ponto positivo no anúncio do resultado da Vivo foi o investimento de R$ 1,08 bilhão para a instalação de uma rede GSM/Edge. O valor ficou abaixo do US$ 1,5 bilhão que era cogitado no mercado.

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As ações da Vivo na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fecharam em baixa. As ações ordinárias (VIVO3) caíram 1,11%, cotadas a R$ 8,88. As ações preferenciais (VIVO4) registraram queda de 0,58%, fechando em R$ 5,09. A bolsa encerrou o dia em baixa de 0,94%.

Overlay GSM

A decisão da operadora de montar uma rede GSM/Edge é vista pelo mercado como uma saída para reduzir os prejuízos que a operadora vem tendo com fraudes e clonagem, além de diminuir os gastos com subsídios de aparelhos, que no CDMA têm preços mais elevados. A expectativa é de que a economia gerada com o overlay pague dentro de alguns anos o investimento na nova infra-estrutura.

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