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Provedor paulista Desktop entra com pedido de IPO

A prestadora de pequeno porte Desktop (Sigmanet Comunicação Multimídia) também pediu o registro para uma oferta inicial de ações (IPO). A empresa paulista enviou a minuta do prospecto preliminar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na quinta-feira, 20. A transação tem como agentes o Itau BBA, UBS, BTG Pactual e Bradesco. 

O capital social da companhia atualmente é de R$ 74,820 milhões, totalmente subscrito e integralizado, representado por 56,498 milhões de ações ordinárias. O maior acionista é o fundo de investimentos Makalu (do fundo norte-americano HIG Capital), que detém 60% das ações. 

A companhia pretende utilizar os recursos levantados com a abertura de capital para continuar com investimento orgânico de expansão, além de também buscar fusões e aquisições com outros provedores. 

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A PPP assim se junta à Unifique, que recentemente também entrou com pedido de IPO na CVM. E há tendência de que mais provedores regionais optem por esse caminho para permitir maior fôlego no capital, especialmente às vésperas do leilão do 5G.

Expansão

Nos últimos nove meses, a Desktop foi às compras. No ano passado, em agosto, a empresa comprou a ISSO Internet e Telecomunicações, e em novembro, adquiriu participação societária na Netell Internet. Em março deste ano, a empresa paulista também adquiriu participação na Netion Soluções. 

A rede da empresa em abril deste ano contava com mais de 14 mil km de fibra própria, com mais de 264 mil usuários ativos em 37 cidades do interior de São Paulo, citando ter a liderança em 27% delas. A companhia afirma que 95% dos clientes são de banda larga por meio de FTTH. 

Após a injeção de investimentos em novembro de 2020 por meio do fundo Makau, a companhia avançou na cobertura para mais nove cidades. A meta para este ano é de repetir esse aumento.

Modelo de negócios

A Desktop tem um modelo de negócios baseado na construção da rede e prestação de serviço final, com expansão para áreas a partir do potencial de demanda. Segundo o documento submetido, a PPP tem mais de 265 projetos já realizados, dos quais 194 estariam sendo “maturados” – ou seja, com fibra há mais de dois anos. 

Das novas cidades nas quais lançou operações orgânicas até o final de 2020, a companhia afirma que a taxa interna de retorno (TIR) é projetada acima de 25% ao ano. Em metade dos municípios onde já atua, a TIR projetada fica acima de 35% ao ano. 

A companhia nasceu em 1997 na cidade de Sumaré (SP), tendo iniciada as operações de banda larga por rádio em 2001. Desde 2013, a operadora tem investido em uma rede FTTx, começando a vender apenas fibra até a residência (FTTH) para novos clientes em 2016. 

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