Segmentação de clientes é dasafio para América Móvil, diz Quatorze

Para o diretor de SVA, inovação e roaming da América Móvil, Marco Quatorze, durante muito tempo as operdoras vão conviver com o que ele chamou de "auto segmentação" do mercado, principalmente de pré-pago. Ele diz que é muito difícil conseguir dados mais detalhados além do padrão de consumo sobre esses usuários. Para ele, a auto segmentação funciona dessa forma. "A gente coloca o conteúdo para toda a base e vê quem usa. Vai ser assim por muito tempo", afirmou o executivo no 8o Tela Viva Móvel.
Mais cedo, Fiamma Zarife, diretora de SVA da Claro, reconheceu que o problema realmente existe. Ela disse que hoje campanhas de mobile marketing exigem uma fragmetação de clientes que a área de TI muitas vezes não consegue entregar no prazo. "Hoje eu entro em uma lista de prioridades. Estou trabalhando para mudar isso, mas não é simples", disse ela.
Quatroze atribui a baixa penetração de alguns serviços justamente à incapacidade de as operadoras oferecerem ao público certo. "Vários serviços não avançam além de 5% ou 10% de penetração porque não têm segmentação. Não adianta vender ringback tone para quem não quer ringback tone", exemplifica.

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Outra questão que influencia na aceitação do conteúdo é a verba de divulgação que a operadora destina para ele. Como não é possível fazer uma ampla campanha para cada conteúdo, alguns deles passam despercebidos pelo público. Por exemplo, a Claro no Brasil tem um serviço que faz um enorme sucesso no México, mas que é desconhecido por aqui. Trata-se do Passa Tiempo (nome usado no México), através do qual um usuário pré-pago pode transferir crédios a outro ao custo de 3 pesos. Os valores variam de 10 pesos a 100 pesos. No México são cerca de 20 milhões de transções por mês. "Ganhamos 60 milhões de pesos só para levar dinheiro de um lugar para outro".
Integração
Outra dificuldade com relação ao SVA é conseguir disponibilizar o conteúdo em todas as operadoras rapidamente. Quando a América Móvil fecha com um produtor de conteúdo, ela tem que fazer a integração na plataforma de 18 empresas, o que leva tempo e dinheiro. Para resolver esse problema, a América Movil lançou uma RFP para contratação de um sistema concentrador de portas de conexão. Assim, a integração é feita uma única vez, e as operadoras nos 18 países já tem acesso ao serviço.

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