Tanure compra a Intelig Telecom

O empresário Nelson Tanure, dono da Gazeta Mercantil, do Jornal do Brasil e da TV JB (antiga CNT), adquiriu a Intelig Telecom, através de sua empresa Docas Investimentos S.A. O valor do negócio não foi divulgado e a transferência do controle aguarda a aprovação dos órgãos reguladores. O contrato foi assinado no dia 14 de janeiro, segundo comunicado enviado ao mercado pela Intelig. A operadora preferiu não conceder entrevistas sobre o tema. Os atuais donos da espelho são a inglesa National Grid, a americana Sprint Nextel e a francesa France Telecom.
Não é a primeira vez que Tanure tenta se aventurar no setor de telecomunicações. Vale lembrar que o empresário chegou a cogitar no passado a compra da participação da canadense TIW no controle da Telemig Celular e da Amazônia Celular.

Histórico

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A Intelig Telecom começou a operar como espelho de longa distância da Embratel em janeiro de 2000. Em seus primeiros anos de vida, a companhia travou uma batalha ferrenha pelo mercado de longa distância, baixando radicalmente os preços das ligações internacionais e alcançando níveis abaixo de R$ 0,10/minuto. Ao mesmo tempo, seu departamento jurídico foi proeminente na discussão a favor da implementação do unbundling (desagregação de redes locais) no Brasil. Da mesma forma, a luta da empresa pelo co-faturamento de longa distância e pela interconexão de seu backbone IP com o da Embratel também rendeu grandes discussões à época. Seu então diretor de assuntos regulatórios, Alain Rivière, ganhou destaque no setor, sendo contratado mais tarde pela Telemar. Outro executivo que se destacou na Intelig foi seu ex-presidente Fernando Terni, que depois foi contratado pela Nokia.
A agressividade da Intelig no mercado de longa distância e sua luta por mudanças na regulamentação duraram pouco. Gradativamente, os acionistas da empresa foram demonstrando cansaço de continuar investindo pesado e se desinteressando pelo ativo. Em meados de 2002, a empresa anunciou que estava à venda. Na época, houve boatos de que Brasil Telecom, GVT e até mesmo um grupo de executivos da própria Intelig seriam alguns dos diferentes interessados em adquirir a companhia, mas nenhuma das negociações chegou ao final. Nos últimos anos, a Intelig dedicou mais atenção ao mercado corporativo, reduzindo sensivelmente seus investimentos em marketing para o usuário final.

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