Licenças para Paraná e Minas são vendidas com tranqüilidade

Em menos de duas horas, a Anatel conseguiu finalizar o leilão de 3G neste terceiro dia de disputas. Foram vendidas nesta quarta-feira, 20, licenças para duas Áreas de Abrangência: a X, correspondente ao interior de Minas Gerais (excluído o Triângulo Mineiro); e a XI, com dois municípios do Estado do Paraná (área da Sercomtel). Arremataram faixas de radiofreqüência neste último dia as operadoras Telemig Celular, Claro, TIM, Oi, Vivo e Brasil Telecom GSM.
A rodada de venda dos blocos da área X gerou uma arrecadação à Anatel de R$ 172,327 milhões, o que representa um ágio de 36,50% sobre o preço mínimo das licenças. O maior ágio foi da Oi, arrematante do último bloco, o I, pelo valor de R$ 42,816 milhões (ágio de 52,62%). Mas foi da Claro o maior desembolso, de R$ 50,647 milhões (ágio de 20,36%), para vencer a disputa pelo mais amplo bloco de radiofreqüência, o F ? que possui conjuntos de 15 MHz, enquanto os demais são de 10 MHz.
Telemig Celular e TIM também garantiram sua presença no interior mineiro. A Telemig Celular pagou R$ 38,305 milhões pelo bloco J (ágio de 36,54%). Novamente, a presença da Telemig condiz com a estratégia da Vivo de arrematar todo o conjunto J que, por questões técnicas, é mais interessante à operadora do que à suas concorrentes. A Vivo comprou a Telemig Celular no início do ano e está prestes a incorporá-la.

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A TIM ficou com o bloco G pela quantia de R$ 40,559 milhões, o que significa um ágio de 44,58%. Mesmo arrematando o interior mineiro, a TIM terá um problema de cobertura em 3G daqui para frente dentro do Estado. A empresa foi a única entre as quatro grandes a não conseguir fechar sua cobertura em Minas Gerais, ao perder a disputa pelo Triângulo Mineiro. Vale lembrar que isso não compromete a abrangência nacional da TIM no SMP, uma vez que a operadora possui freqüências em 1,8 GHz e 850 MHz na região.

Paraná

Normalmente bem disputada, a pequena região XI ? que inclui os municípios de Tamarana e Londrina, no Paraná ? acabou fechando o leilão de forma bastante tranqüila. Sem a presença da Sercomtel Celular, principal interessada por operar apenas nesta área, as demais empresas não tiveram maiores problemas em garantir suas licenças. Ao todo, a rodada arrecadou R$ 17,767 milhões, com ágio de 36,42%.
A Claro comprou o bloco I por R$ 4,402 milhões (ágio de 52,08%) e a TIM ficou com a bloco G (ágio de 44,31%) com lance de R$ 4,177 milhões, gerando os maiores ágios desta rodada. A Vivo adquiriu o bloco J por R$ 3,953 milhões (ágio de 36,57%) e a BrT GSM arrematou seu segundo bloco em todo o leilão (F) pela quantia de R$ 5,235 milhões. O último dia de disputas adicionou R$ 190 milhões ao somatório total do leilão.

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