Novas licenças de SMP devem exigir mais 10 mil ERBs

De acordo com estimativa de Maurício Gomes, diretor geral de infra-estrutura celular da Motorola, as novas licenças de SMP, leiloadas nesta terça, 19, em Brasília, devem render demanda por mais 10 mil estações radiobase (ERBs) em todo o País. O executivo, a exemplo de outros colegas de empresas concorrentes, se diz otimista quanto ao reaquecimento da indústria de telecomunicações para os próximos anos, não apenas pela expectativa de instalação de novas redes como também pela migração de muitas das atuais redes TDMA para o GSM, que exigirá a instalação de novos transmissores em sites existentes.
Os fornecedores agora aguardam a elaboração dos planos de negócios das empresas vencedoras da licitação e do chamamento público para a venda de faixas adicionais em 1,8 GHz, marcado para o próximo dia 6, a fim de dimensionar melhor os investimentos a serem efetuados no setor de telefonia móvel a partir de 2003.
De qualquer forma, sabem que os investimentos serão seguramente maiores do que os feitos pela TIM e Oi juntas, que já estão em operação no SMP. A Nortel, por exemplo, segundo seu vice-presidente para o setor wireless, Alberto Barriento Júnior, chega a cogitar uma retomada da expansão das atividades da empresa com a implantação e migração das redes.

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Ritmo mais lento

Por outro lado, o ritmo de implantação das novas redes será bem mais lento do que o das concorrentes, prevêem os fornecedores. "Deverão demorar até três anos para ser instaladas", arrisca Humberto Cagno, responsável pela divisão mobile da Siemens no Brasil. E isso ocorrerá por um único (e sério) motivo: os tempos atuais não estão mais para as generosas ofertas de financiamento de alguns anos atrás.
Maurício Gomes, da Motorola, diz que que as práticas de vendor financing, calcadas sobretudo no fornecedor e com juros reduzidos, apresentaram um histórico recente muito ruim. De fato, muitas destas empresas enfrentam hoje a inadimplência de pesadas dívidas. Por isso, os financiamento terão custo de mercado e serão concedidos de acordo com as garantias de cada uma das operadoras, avisa Gomes.
O executivo da Motorola, no entanto, acredita que a pressão para garantir market share vai fazer com que as novas licenciadas encontrem formas de apressar ao máximo a implantação de suas redes, mesmo com a escassez de financimento. Já Cagno, da Siemens, sugere uma maior participação do BNDES neste processo como forma de acelerar a chegada dos novos concorrentes à telefonia móvel.

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