AMX sofre com variação cambial e registra prejuízo no trimestre

A depreciação do Real e do Peso mexicano causou um grande impacto na América Móvil (AMX), controladora da Claro, Embratel e Net no Brasil, no terceiro trimestre deste ano. A companhia registrou prejuízo líquido de 2,884 bilhões de pesos (US$ 172,2 milhões), contra um lucro de 12,619 bilhões de pesos (US$ 763,9 milhões) no mesmo período do ano passado. Apesar de no acumulado do ano haver lucro, com 19,392 bilhões de pesos (US$ 1,174 bilhão), ainda assim representa uma queda de 55,5% em relação aos nove meses em 2014.

Segundo o site Mobile World Live, seria o primeiro registro de prejuízo em um trimestre da companhia mexicana em 14 anos. A última vez que isso aconteceu teria sido no quarto trimestre de 2001. Em comunicado, a América Móvil afirma que os custos financeiros aumentaram 38,9 bilhões de pesos (US$ 2,3 bilhões), em grande parte "refletindo a acentuada depreciação que aconteceu no trimestre com o Peso mexicano e o Real brasileiro em relação ao Dólar dos EUA".

Em receita total, a AMX conseguiu aumento de 1,2%, total de 223,604 bilhões de pesos (US$ 13,536 bilhões) no 3T15; e crescimento de 1,4% no acumulado de três trimestres, totalizando 663,639 bilhões de pesos (US$ 40,175 bilhões). Houve aumento nas receitas de equipamento: 21,4% e 19,9% no trimestre e acumulado, respectivamente. No total, isso ficou em 27,011 bilhões de pesos (US$ 1,635 bilhão) e 79,483 bilhões de pesos (US$ 4,811 bilhões). Em receita de serviços, a empresa totalizou 196,593 bilhões de pesos (US$ 11,9 bilhões, queda de 1%) e 584,156 bilhões de pesos (US$ 35,36 bilhões, recuo de 0,7%).

Em lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA), a companhia registrou queda de 8,2% e 5,5% no trimestre e nos nove meses, total de 66,734 bilhões de pesos (US$ 4,04 bilhões) e 203,315 bilhões de pesos (US$ 12,3 bilhões). A dívida líquida fechou setembro em US$ 61,3 bilhões, ou 1,8x o EBITDA. A companhia ressalta que, com a venda da spin-off Telesites, a dívida total é reduzida para US$ 40,521 bilhões.

Operacional

No operacional, a empresa totalizou 288,395 milhões de acessos móveis em setembro, um recuo de 0,1% em relação a junho, mas crescimento de 0,5% comparando com setembro do ano passado. Em unidades geradoras de receita (UGR) de serviços fixos, o total foi de 79,815 milhões, aumento de 1,2% e 2,9% em comparação com o trimestre anterior e com o ano passado, respectivamente. Somando tudo, a companhia contou com 368,2 milhões de acessos, 1% a mais do que em 2014, sendo 34,9 milhões de telefone fixo, 23,4 milhões de banda larga e 21,6 milhões de TV paga.

O Brasil é a maior operação em base, mas o México continua apresentando maiores negócios, com total de receita de 68,138 bilhões de pesos (US$ 4,12 bilhões, aumento de 0,7%) no trimestre e 202,759 bilhões de pesos (US$ 12,27 bilhões, queda de 1,2%) nos nove meses. A base móvel aumentou 3,6% e ficou em 72,994 milhões de usuários, além de 21,709 milhões de UGRs para serviço fixo, um recuo de 2,4%.

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