Banda larga móvel na América Latina chegará a 450 milhões de acessos em 2020

Até 2020, base de banda larga móvel na América Latina crescerá 50% e chegará a 450 milhões, de acordo com estudo da associação global de operadoras móveis GSMA divulgado nesta terça-feira, 20. A penetração de smartphones também aumentará: ao final de 2015, eram metade da base total (cerca de 150 milhões), mas a previsão é de que sejam adicionados 262 milhões no período, totalizando mais de 400 milhões, graças à queda de preços e aumento na variedade de terminais de preços médios. Da mesma forma, isso se refletirá no aumento da cobertura 4G, que sairá dos atuais 60% para 80% da população latino-americana. O estudo completo pode ser obtido aqui.

Considerando todas as tecnologias de acessos móveis, o total na região subirá de 414 milhões no final de 2015 para 524 milhões ao final da década, fazendo com que o mercado seja o segundo aumento mais rápido no mundo, atrás apenas da África Subsaariana. A penetração saltará de 65% para 78%, embora ainda haja grande diferença entre regiões como Cuba (28%) e países como Argentina, Chile e Uruguai (acima de 90%).

Dados econômicos

O uso de tecnologias e serviços móveis na América Latina gerou US$ 255 bilhões em "valor econômico" segundo a GSMA, o que equivale a 5% do PIB da região. A previsão é de que esse montante chegue a US$ 315 bilhões em 2020, ou 5,5% do PIB. Ao final do ano passado, o ecossistema móvel gerou 1,9 milhão de empregos e contribuiu com US$ 40 bilhões por meio de tributos para o setor público. Esse valor não considera quase US$ 450 milhões em receitas com espectro obtidas pelos governos. A entidade afirma que o investimento total das operadoras móveis será de mais de US$ 76 bilhões em Capex entre este ano e 2020.

A GSMA destaca que o aumento no acesso estimulará o crescimento econômico, inovação e inclusão digital. Diz ainda que é necessário que a indústria móvel e governos trabalhem em conjunto para "derrubar as barreiras que representam um obstáculo à inclusão digital nas áreas de cobertura de rede". Na visão da associação, o próximo desafio é a modernização de marcos regulatórios para facilitar o investimento.

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