Demanda crescerá mais que a oferta nos próximos anos

O mercado mundial de satélites está entrando em um quarto ciclo de crescimento, que deverá alcançar seu pico em 2010. De 2005 a 2011, a expectativa é de que capacidade satelital crescerá em média 2,5% ao ano, enquanto a demanda, no período entre 2007 e 2014, subirá 3% ao ano. Os dados, referentes a diversas pesquisas, foram apresentados pela vice-presidente de vendas para América Latina da SES New Skies, Dolores Martos, durante o 7º Congresso Latino-americano de Satélites. O evento é promovido pelas revistas TELETIME e TI Inside, com realização da Converge Comunicações e Convergência Latina, no Rio de Janeiro, nesta quinta e sexta-feira.
De acordo com pesquisas apresentadas por Dolores, a Índia e a África sub-saariana são as regiões onde haverá maior crescimento de demanda até 2014: 8,5% e 7,1% em média por ano, respectivamente. Na Índia, há muita demanda por banda Ku, enquanto na África, a necessidade do mercado é por banda C.
No mundo todo, o crescimento maior deve ser na banda Ku, com aumento de demanda de 4,3% ao ano em média até 2014, ante 2,3% da banda C. Entre os principais fatores para esse novo ciclo virtuoso está o aumento de serviços de transmissão de vídeo, especialmente em alta definição (HDTV), o surgimento de operadoras regionais, principalmente na Ásia e a falta de infra-estrutura terrestre em regiões como África e Índia. O diretor de vendas da Intelsat no Brasil, Rodrigo Campos, destacou também que haverá necessidade de uso de satélites para backhaul de redes celulares que se expandirão para regiões de baixa densidade populacional nos próximos anos.

América Latina

Na média, a demanda por capacidade na América Latina crescerá 3,6% ao ano entre 2007 e 2014. Mas se considerada apenas a banda Ku, o aumento será de 6,7%, um dos maiores do mundo.
Atualmente, todos os satélites disponíveis na região estão quase completamente ocupados. Porém, os preços por transponder no continente continuam baixos, mas vêm se recuperando aos poucos. Na Europa, enquanto um transponder é vendido, em média, por 4 milhões de euros por ano, na América Latina o preço hoje gira em torno de US$ 1,15 milhão ao ano.
Para justificar o lançamento de um satélite híbrido de banda C e Ku focado na região seria necessário que o preço fosse de US$ 1,3 milhão. ?Isso considerando uma retorno pequeno para as empresas, da ordem de 10%?, explicou Dolores. Para a executiva, a solução pode ser o lançamento de satélites que cubram não apenas a América Latina, mas também outros continentes com demanda e preços maiores, como a África.

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