Oi, TIM, Vivo e controladora da Claro sobem na bolsa após novidades sobre consolidação

Foto: Pixabay

Após a divulgação da proposta vinculante conjunta de TIM, Vivo e Claro pelos ativos móveis da Oi, as ações das empresas envolvidas na negociação registraram valorização na B3 e em bolsas de valores internacionais durante esta segunda-feira, 20.

Ao longo do dia, os papéis ordinários da Oi (OIBR3) valorizaram 9,09%, fechando cotados em R$ 1,32, enquanto os preferenciais (OIBR4) subiram 8,84%, para R$ 1,60. Durante a manhã, as ações ordinárias e preferenciais da companhia chegaram a valorizar 18,1% e 15,6%, na ordem.

Também houve alta nos papéis da Vivo. A ação ordinária da empresa (VIVT3) subiu 5,64%, para R$ 53,39, enquanto a preferencial (VIVT4) valorizou 5,99%, fechando o dia cotada em R$ 53,41. Já as ações da TIM Participações (TIMP3) subiram ainda mais, chegando a 6,13% ao final da segunda-feira e encerrando o pregão com cotação de R$ 16,80. Mais cedo, uma valorização de 9,67% chegou a ser registrada no papel.

Fora do País, até o fechamento desta reportagem havia alta de 3,53% (para US$ 13,21) nas ações da América Móvil (controladora da Claro) negociadas na bolsa de Nova York (NYSE). Já na bolsa mexicana, os papeis da companhia estavam subindo 3,14%, para 14,80 pesos mexicanos.

Avaliação

Para o Credit Suisse, a participação das três principais empresas de telecom brasileiras em um esforço conjunto reduz as chances de uma "guerra de ofertas" pela Oi Móvel, o que seria benéfico para a transação. Na avaliação da instituição, as recentes notícias sobre o negócio são positivas para a Vivo, Claro e, principalmente, para a TIM.

"Estimamos que a TIM fique com cerca de 54% dos assinantes móveis da Oi, a Vivo com cerca de 24% e a Claro, com cerca de 22%. A TIM também deve permanecer com aproximadamente 60% do espectro da Oi, seguida pela Vivo (30%) e Claro (10%)", afirmou o Credit Suisse. "Acreditamos que a divisão do espectro da Oi será crucial para definir o preço que cada um terá que pagar", completou.

Por outro lado, o banco também lembrou que a Oi recebeu outras ofertas pelo ativo, que também serão avaliadas. Amparada por investidores, a Algar Telecom é um dos nomes ventilados. "No entanto, em nossa opinião, a Oi Móvel não vale mais que R$ 15 bilhões para um novo entrante, [mas] apenas para os players existentes (devido à escala)", afirmou o Credit Suisse.

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