É preciso repensar o modelo de leilões de espectro, aponta Wilson Cardoso

Wilson Cardoso durante o TELETME TEC - Painel 4
Wilson Cardoso durante o TELETME TEC - Painel 4. Foto: Marcos Mesquita

O assessor técnico do Senai/SP e diretor de telecomunicações da Abinee, Wilson Cardoso, executivo que acompanha o desenvolvimento do mercado móvel brasileiro desde seus primórdios, acredita que chegou a hora de os leilões de faixas do espectro abandonarem o modelo de outorgas nacionais e adotarem outra granularidade, por polígonos bem menores. Ele participou do evento TELETIME Tec, que aconteceu nesta quinta-feira, 20, em São Paulo.

Para ele, o espectro deve ser visto como um meio subordinado ao mercado. "Talvez eu precise focar no mercado e deixar o espectro como meio de atingir esse mercado", defendeu, apontando que o valor das faixas não pode ser comparado em grandes centros altamente populosos com os de áreas com baixa densidade.

Na visão do executivo, o "MHz" de São Paulo não pode custar o mesmo valor do que o de outras localidades mais remotas. "Quando se cria um leilão nacional, você acaba criando essas distorções", opinou.

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A melhor alternativa para gestão do espectro seria, portanto, na opinião de Cardoso, que o leilão fosse dividido por "polígonos", o que abrangeria também a necessidade cada vez maior que ele vê de uma rede privativa se comunicar e interagir com a rede pública. Ele aponta que esse foi o modelo de licitação adotado nos EUA recentemente, com mais de 18 mil micro-áreas.

Além disso, Wilson Cardoso ressaltou que a rede móvel tem sido cada vez mais demandada, mas não vê os investimentos acompanhando esse crescimento. "É preciso pensar um pouco o que a gente espera desse ecossistema em termos de rede para o futuro, para que isso tenha um uso efetivo. Não é que as operadoras não tenham a capacidade de fazer (investimentos), mas o modelo econômico é difícil".

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