Alcatel-Lucent Enterprise briga com OTTs com comunicação unificada

Apesar do avanço dos serviços over-the-top (OTT) de comunicação como Skype, Facetime (da Apple) e Hangout (Google), no ambiente corporativo ainda há grande demanda para soluções de comunicação unificada (UC, na sigla em inglês). Tanto que, nesta semana, a Alcatel-Lucent Enterprise promoveu sua própria plataforma de UC em São Paulo, na edição brasileira do Dynamic Tour, um evento que visa a demonstração de plataformas de soluções de mobilidade da empresa. Na visão do gerente de desenvolvimento de negócios para América Latina da ALU Enterprise, Marcos Silva, o diferencial dos serviços da companhia é a abordagem de integração e convergência. "Um dos principais bloqueios nas UC é a complexidade de utilização de aplicativos. A ideia da ALU-E é não só prover serviços, mas também interface simples, para qualquer um poder aproveitar", declara. "A experiência é ter uma única interface para qualquer dispositivo; a tela no iPad é a mesma no PC e no iPhone."

A solução de comunicação unificada ainda permite estabelecer conferência sob demanda ou programada entre pessoas não apenas com a mesma plataforma, mas também em salas de videoconferência e em infraestrutura de PABX. Além disso, o software integra a lista de contatos corporativos e mesmo a da rede social profissional Linkedin. "Quando convidar pessoas, o usuário não fica limitado a pessoas da própria empresa, pode convidar clientes e parceiros de negócios", afirma Silva. Ele acredita que isso potencializa o uso de dispositivos, pois "é mais fácil iniciar uma conferência no tablet".

Outro ponto forte da solução é a integração com as regras de uso, gerenciamento e segurança de dispositivos móveis na política de usar os próprios aparelhos em ambiente de trabalho (BYOD, na sigla em inglês). Marcos Silva diz que a solução da Alcatel-Lucent permite um controle da infraestrutura de rede, mantendo nível de proteção e estabelecendo regras de acesso. "A ideia é criar um ambiente com suporte ao BYOD no qual a aplicação pode ser suportada em qualquer dispositivo", define. As soluções também se conectam ao que a empresa chama de personal cloud. "São soluções unificadas da ALU-E com outras aplicações que podem estar na nuvem pública e ter integração entre o cloud privado, onde há serviços dedicados da empresa hospedados, e com o cloud público de soluções."

Interesse tradicional

O executivo explica que, apesar do avanço dos OTT, soluções de comunicações unificadas ainda são atrativas para diversos clientes. "Um de nossos principais mercados é o governo, e continuamente recebemos projetos e editais de videoconferência ou sala de telepresença, mostrando que as empresas ainda têm investido nesse tipo de infraestrutura", revela. "Para grande parte dos usuários, ainda há essa necessidade, principalmente dependendo do perfil. Quando falamos em governo, vemos mais essa necessidade de ter algo mais tradicional, mas aí surge um novo desafio, porque tem que atender a esse (tipo de) usuário e, ao mesmo tempo, aos que querem ter a comunicação em casa, no tablet", declara. 

Outra questão que advoga a favor das soluções de UC contra os OTT diz respeito à qualidade de serviço. Já que a mobilidade depende também de redes móveis, as plataformas da Alcatel-Lucent Enterprise conseguem lidar melhor com essa infraestrutura heterogênea, segundo Silva. Conforme ele explica, a empresa "promove dentro do portfólio de infra de rede não apenas a questão de QoS em cima da marcação de pacotes, mas prioriza a largura de banda, dando mais performance ou menos para o serviço. A determinação da qualidade de serviço numa rede corporativa passa a ser dinâmica porque o equipamento muda em tempo real a QoS de um usuário que acessa mais multimídia ou de acordo com o perfil hierárquico dele dentro da corporação".

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