Vivo reclama que faltam informações sobre leilão do 5G, mas não é contra metas para escolas

Christian Gebara, CEO da Vivo. Foto: Bruno do Amaral

Para a Vivo, na questão do leilão de 5G, não há como fazer previsões por enquanto, mas ainda falta informação. Por conta disso, a operadora não consegue ainda avaliar qual é o impacto, tanto na publicação do edital quanto na atratividade do certame. A questão não é só não haver preço definido. A empresa considera que muitas das obrigações ainda estão em aberto. 

O CEO da operadora, Christian Gebara, evitou se antecipar à discussão, que atualmente é motivo de atrito entre o Ministério das Comunicações (MCom) e Anatel com o Tribunal de Contas da União (TCU). "Tem declarações do ministério para fazer até julho, mas não posso dizer se é a realidade ou não, porque o processo está no TCU, que ainda está analisando por ser um edital amplo, com muitas frequências, com características diferentes, além de ter 4G e 5G, blocos regionais e nacionais", destacou ele durante live do banco XP nesta quinta, 20.

A falta de clareza nessas questões ainda preocupa, uma vez que o TCU debate inclusão de obrigação para conectividade em escolas, enquanto questiona legalidade dos compromissos de rede privativa e PAIS da Portaria nº 1.924/2021. "Tem muita coisa que ainda não temos informação para saber se é razoável ou não, associada ao VPL."

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Apesar de não citar diretamente a polêmica desta semana, contudo, Gebara declarou que não é contra uma meta para a rede de ensino público, desde que os recursos do leilão não sejam apenas destinados ao Tesouro. "Com certeza, mais obrigações para levar conectividade a escolas e regiões sem cobertura são sempre muito mais bem vindas do que arrecadação." 

Gebara reitera, contudo, que espera que as obrigações no edital estejam "muito bem definidas, que sejam totalmente pré-determinadas e que não tenha nenhuma maneira de se exigir recursos adicionais no futuro". 

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