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Governo dos EUA volta a apoiar adoção de Open RAN no 5G do Brasil

A adoção no Brasil de redes de acesso 5G abertas e com múltiplos fornecedores (Open RAN) voltou a ser incentivada por representante do Departamento de Estado dos EUA durante evento nesta quinta-feira, 20.

Participando de encontro promovido pelo centro universitário Facens, a diplomata norte-americana em missão no Brasil, Mehek Sethi, defendeu a adoção do modelo e um alinhamento entre Brasil e EUA no tema.

“A credibilidade e flexibilidade dos equipamentos é crítica para que países como Brasil e EUA se beneficiem dos avanços do 5G. Empresas e governos precisam ser capazes de confiar que empresas de equipamentos, software e serviços não sejam uma ameaça à segurança nacional, à propriedade intelectual ou aos direitos humanos”, afirmou Sethi.

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Geopolítica

Ainda que não tenha citado nominalmente fornecedores chineses de tecnologia 5G (como a Huawei), a diplomata seguiu caminho já apontado pelo governo dos EUA, que vê o Open RAN como uma alternativa para substituição das empresas asiáticas. Adotada na gestão de Donald Trump, a postura foi mantida pelo atual presidente, Joe Biden.

“Acreditamos que arquiteturas transparentes como o Open RAN são inerentemente mais seguras”, argumentou Sethi. “Esperamos formar parcerias com instituições de vanguarda como a Facens, empresas de tecnologia e o governo brasileiro para construir redes 5G diversificadas, abertas, transparentes e seguras em todo o hemisfério”.

Neste sentido, a representante do Departamento de Estado dos EUA afirmou que a Open RAN Policy Coalition lançada no ano passado já conta com 25 membros ativos em sua filial brasileira. Além de Sethi, a norte-americana Intel também participou do evento promovido pela Facens.

Missão

Em junho, uma missão brasileira liderada pelo Ministério das Comunicações (MCom) irá aos EUA conhecer redes 5G privativas. A agenda prevê uma série compromissos com o governo norte-americano, incluindo com os departamentos de Defesa e com agências de inteligência.

Alguns projetos que serão conhecidos pela comitiva brasileira foram abordados por Sethi nesta quinta-feira. Entre eles, uma série de pilotos 5G contratados pelo Departamento de Defesa para funções como treinamento com realidade virtual e armazenamento inteligente.

Em paralelo, uma implementação de rede privativa para o setor portuário em Baltimore também foi citada: neste caso, a iniciativa envolve o governo de Maryland e a operadora Verizon. Conhecer o projeto é um dos pontos no roteiro da comitiva brasileira, que terá membros do TCU, Anatel, Senado, GSI e Defesa.

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