Oi: venda da Oi Móvel permite desalavancagem e sustentação para investimentos

Foto: Pixabay

Além do fato relevante no início da tarde desta quarta, 20, a Oi também comentou em comunicado à imprensa a venda da operação móvel para a Claro, TIM e Vivo. A companhia esclarece que, como a maior operação no plano de Recuperação Judicial aditado, esta operação é a principal fonte de entrada de recursos em curto prazo. De acordo com a tele, isso permitirá "o início de sua desalavancagem e também a sustentação operacional para os investimentos na construção da Nova Oi, com foco na conectividade de fibra ótica e serviços digitais para usuários residenciais, empresariais e corporativos".

A Oi confirma o valor de R$ 15,92 bilhões pelo total da operação, dos quais R$ 14,47 bilhões já foram recebidos da Claro, TIM e Vivo. A operadora também destaca a quitação da dívida junto ao BNDES, no valor de R$ 4,64 bilhões, e diz que "quitará também uma parte significativa dos financiamentos captados durante a RJ, na forma do Plano e aprovados pelo Juízo da RJ, para a sustentação de suas operações enquanto aguardava as aprovações necessárias para a conclusão do negócio". 

Entre elas cita o empréstimo-ponte para a venda da Oi Móvel (no valor de R$ 2 bilhões) e a parcela das Notas ("Bonds 2026") emitidas em 2021 para os detentores que aderiram à oferta de quitação antecipada, "reduzindo assim significativamente a sua alavancagem". Neste último caso, a tele diz que haverá Comunicado ao Mercado específico.

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Recuperação Judicial

Com a principal operação da RJ enfim chegando à conclusão, a Oi agora aguarda a decisão da Anatel sobre a venda do controle da V.tal (InfraCo) para fundos controlados pelo BTG Pactual. O processo está com o conselheiro Emmanoel Campelo, que pediu vista na reunião extraordinária da semana passada. A empresa também destaca que, após essa transação, espera o encerramento da Recuperação Judicial, que será definido pelo juiz da 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Fernando Viana. 

"O processo de transformação da Oi será também fundamental para o futuro do setor de telecomunicações do país como um todo, promovendo uma mudança de modelo significativa. A construção da Nova Oi, com foco na conectividade de fibra ótica e serviços digitais para usuários residenciais, empresariais e corporativos, e a criação da V.tal – a maior empresa de infraestrutura de fibra do país e uma das cinco maiores empresas de rede neutra do mundo –  trará mais competição ao mercado de infraestrutura e contribuirá para a expansão da fibra ótica e consequentemente  para a massificação do acesso à Internet, seja por meio da banda larga residencial em fibra, seja por meio da implantação do 5G, promovendo um verdadeiro aumento da inclusão digital."

Transição

Segundo a Oi, começará agora a fase de prestação dos serviços de transição para a Claro, TIM e Vivo, permitindo a migração da base de clientes para as novas empresas. A empresa confirma que o processo deverá durar cerca de 12 meses e será de maneira faseada, com etapas comunicadas com antecedência aos clientes. 

"Como um dos passos iniciais desse processo de migração, os clientes da base móvel da Oi passarão também a ter acesso às redes móveis das respectivas operadoras Compradoras, (a definição de qual operadora destino se dará pelo código de numeração), e gradualmente serão migrados também para os sistemas de cada operadora." A tele diz que pretende fazer uma migração com o "mínimo possível de impacto" para os clientes, atuando junto com a Claro, TIM e Vivo para assegurar esse processo.

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