Huawei: 5G ajudará no pós-pandemia; Nokia recomenda leilão não arrecadatório

Foto: Pixabay

[Publicado no Mobile Time] As redes de quinta geração (5G) de telefonia celular ajudarão na recuperação da economia brasileira após o fim da pandemia, razão pela qual o leilão de suas frequências não deveria ser adiado. É o que argumenta a Huawei em sua contribuição à consulta pública do leilão de 5G.

"O 5G será uma alavanca para o desenvolvimento dos países que o adotarem e terá papel relevante nesse momento em que o mundo enfrenta essa terrível pandemia causada pelo vírus COVID-19. A Huawei entende que o País não pode deixar de contar com essa ferramenta, que será fundamental para a recuperação econômica que precisará começar já nos próximos meses. Para tanto, temos certeza de que a manutenção do leilão no segundo semestre de 2020 será de suma importância para que o Brasil possa voltar ao crescimento de sua economia e até suplantar o esperado por poder contar com o 5G como pilar para os outros setores. A indústria, a educação, o comércio, a agricultura, o governo-eletrônico, tudo isso será elevado a uma nova dimensão. Temos certeza de que a Anatel levará em conta todos esses argumentos e promoverá o leilão ainda em 2020", escreveu o diretor de assuntos governamentais regulatórios da Huawei, Carlos José Lauria Nunes da Silva.

Nokia recomenda leilão não arrecadatório em 5G

A Nokia entende que o leilão de 5G não deveria ter objetivo meramente arrecadatório. Em vez disso, a prioridade deveria estar na implementação da infraestrutura. Em sua contribuição na consulta pública sobre o leilão de 5G, o CSO da Nokia para a América Latina, Wilson Cardoso, fala na necessidade de uma "mudança de paradigma" nesse aspecto.

"É imprescindível que haja uma mudança de paradigma no que diz respeito ao custo dos leilões de espectro. A adoção de um modelo não arrecadatório deve privilegiar investimentos diretos em infraestrutura, que permite a oferta de novos serviços, fundamentais para as profundas transformações que serão introduzidas a partir do 5G. Sem essa infraestrutura e com o comprometimento da capacidade de investimentos do setor em caso de um leilão com elevados custos, o país tende a perder competitividade à medida em que adoção tecnológica passa a ser atrasada. Investimentos em infraestrutura de telecomunicações tem transbordamentos positivos que vão muito além da indústria: são indutores de desenvolvimento econômico a partir da maior penetração de banda larga móvel; são objetivos fundamentais das políticas pública que visam a construção de um país digital."

Outra empresa que aproveitou a consulta pública para reforçar a urgência do leilão de 5G com o mesmo argumento da sua importância na retomada econômica foi a Qualcomm. Ela também recomendou um foco não arrecadatório e sugeriu que metade do valor pago pelas grandes operadoras pudesse ser aplicado na implementação das redes.

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