Algar também está preocupada com impacto da covid-19 no cronograma 5G

Foto: Pixabay

Assim como o SindiTelebrasil, a contribuição da Algar Telecom à consulta pública do edital 5G evidenciou uma preocupação com o cronograma 5G em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19). No documento, a operadora mineira defendeu uma nova consulta após a conclusão do testes sobre a interferência em 3,5 GHz e questionou se haverá tempo hábil para realização do certame ainda em 2020.

A empresa notou que toda a cadeia está sendo todos sendo impactados pelo coronavírus. "Nesse sentido, destacamos que situação semelhante está sendo vivida por outros países, os quais já se decidiram pela suspensão dos prazos de seus processos licitatórios de 5G, como por exemplo Portugal, França, Estados Unidos e México", afirmou a Algar, que também lamentou a decisão da Anatel de não adiar a consulta pública no Brasil.

Com a interrupção dos testes conduzidos pelo CPQD sobre a interferência do 3,5 GHz sobre os sistemas de TVRO, a empresa também solicitou um novo momento para contribuições da cadeia assim que os resultados forem conhecidos. Pedido semelhante foi realizado pela TIM, assim como pelo sindicato que agrega as principais operadoras.

PPPs

A Algar, por sua vez, também defendeu pautas de acesso das prestadoras de pequeno porte (PPPs) ao espectro, como priorização em blocos e novas políticas para acesso à espectro.

A empresa sugeriu o leilão de 3,5 GHz em cinco blocos iguais de 80 MHz (já considerando os 100 MHz adicionais previstos pela Anatel), igualando assim a dimensão dos blocos nacionais e dos regionais que podem ser reservados para as PPPs. Segundo a empresa, a configuração seria o mínimo necessário para garantia de serviços com padrão 5G com "equidade na distribuição do espectro".

A Algar também defendeu novas regras para o compartilhamento das radiofrequências, dando segurança jurídica para as regionais que buscarem acesso ao ativo. Entre os aspectos citados pela operadora estão preços pré-estabelecidos e um prazo de cinco anos de garantia para utilização.

No caso do 26 GHz, a sugestão da Algar foi a criação de microlicenças para cobertura em áreas pequenas e ambientes confinados de uso corporativo, as quais os provedores regionais teriam acesso também via licença de uso secundário.

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