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Migração para IPv6 demorará ainda de quatro a cinco anos, prevê Anatel

A partir de julho deste ano, os novos usuários de Internet dos grandes centros passarão necessariamente a ser endereçados pelo protocolo IPv6. Para os clientes corporativos, a novo protocolo já está disponível, uma vez que as prestadoras concluíram a adaptação de suas redes em seus principais pontos de troca de tráfego (PTTs). Para os usuários antigos, o acesso à nova versão de endereçamento dependerá de solicitação à operadora.

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Segundo o superintendente de Planejamento e Regulamentação da Anatel, José Alexandre Bicalho, o acesso ao novo protocolo em todo o País ainda demorará cerca de dois anos, mas a preocupação maior da agência é com a migração de conteúdos para o novo tipo de endereçamento que, até o momento, só aconteceu nos grandes players. "Mas isso dependerá de uma discussão maior", disse Bicalho, que coordena o grupo de trabalho (GT) da Anatel que estabelece prazos para implantação do novo protocolo.

"No caso dos conteúdos públicos, o governo federal vem desenvolvendo uma série de atividades para a migração dos dados da administração federal. Na Anatel, a migração deve estar concluída nos próximos meses", disse Bicalho.

Para o superintendente, a migração total do IPv4 para IPv6 ainda deve demorar até cinco anos, mas enquanto isso, os usuários não serão prejudicados pela escassez de endereços na web. Há pelo menos três anos as operadoras estão usando tecnologias que permitem o compartilhamento do mesmo número de IP (CG-NAT 44) ou de alocação dinâmica, que permite ampliar o número de endereços já disponibilizado para cada operadora. Porém, essas soluções trazem algumas dificuldades, como o acesso remoto a sistemas de monitoramento por câmeras ou ainda para indicar inequivocamente o usuário do IP para fins de investigações criminais.

No primeiro caso, a solução encontrada pelo GT é de que o usuário solicite um endereço IPv4 fixo, quando estiver disponível. "Já no caso de investigação criminal, há a necessidade de que os provedores guardem também os números da porta dos sites, além dos logs de acesso", explicou Bicalho.

O uso do IPv6 garante ao usuário um bloco de endereços que facilitará a conexão de todos os equipamentos que ele tem em casa. Além disso, ressalta, o novo protocolo garante mais segurança na comunicação, já que usa um tipo de criptografia mais avançada.

Equipamentos

A Anatel também definiu prazos para certificação de equipamentos adequados ao IPv6. Desde janeiro, a indústria de cable modem não consegue habilitar seus produtos que não estiverem compatíveis com a nova versão do protocola. A partir de junho, a mesma exigência será feita aos terminais móveis e, em janeiro de 2016, deve ser estendida à banda larga fixa. "A norma para ADSL ainda está em discussão", explicou Bicalho.

Na entrevista concedida nesta sexta-feira, 20, Bicalho voltou a garantir que os usuários não serão afetados pelo processo de migração do IPv4 para o IPv6. Ele disse que os equipamentos compatíveis com a nova versão do protocolo já vêm sendo vendidos no País há três ou dois anos.

Vale lembrar que o estoque de endereços IPv4 administrado pelo NIC.Br está praticamente esgotado, e os números restantes estão sendo distribuídos de maneira muito mais criteriosa. Em algumas regiões, o estoque não existe mais, e algumas operadoras passarama a adquirir lotes de endereço no mercado paralelo.

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