Leilão de espectro 5G tem que ser "rápido, racional e estratégico", afirma TIM

Foto: Pixabay

A TIM deseja que o leilão brasileiro de espectro 5G ocorra o "mais rápido possível" e que as operadoras vencedoras do processo já possam oferecer o serviço em aproximadamente dois anos, afirmou nesta quarta-feira, 20, o CEO da companhia, Sami Foguel. Ainda assim, a empresa exige que o certame seja planejado de forma "racional" e "estratégica".

"Quanto mais esperamos, menos competitivos somos. Abraçamos a ideia do leilão de espectro 5G o mais rápido possível e vamos trabalhar com todos os stakeholders para apoiar o melhor processo de decisão", prometeu Foguel durante teleconferência sobre resultados da empresa no quarto trimestre de 2018. "Esperamos que o leilão seja mais ou menos daqui um ano, com intervalo pós-leilão de mais um ano [para que as vencedoras assumam os ativos]. Quanto mais demorar, pior para o País", reiterou.

"A abordagem tem que ser rápida, racional e estratégica. Não podemos perder a ocasião, mas também não podemos perder a racionalidade de como [o leilão] deve ser feito para incentivar o setor e a produtividade", completou o vice-presidente de assuntos regulatórios e institucionais da TIM, Mario Girasole; o temor do executivo é que o processo tenha um caráter arrecadatório, inibindo posteriores investimentos na infraestrutura do serviço.

O cronograma desejado pela TIM não está muito distante da programação da Anatel: conforme sinalizações mais recentes da agência, o leilão do 5G deverá ocorrer no início de 2020. Antes disso, o regulador deve apresentar resultados de testes no 3,5 GHz. A frequência é uma das que devem ser destinadas ao serviço por aqui, bem como o 2,3 Ghz.

Vale notar que as operadoras nacionais têm revelado postura cautelosa frente o modelo do leilão 5G brasileiro: enquanto a Telefônica já afirmou reiteradas vezes que o processo não deveria ser realizado neste ano, a Claro Brasil sugeriu recentemente que a Resolução nº 537/2010 (que analisa a faixa de 3,5 GHz) só deveria ser abordada pela Anatel no biênio 2021-2022.  No caso da TIM, os investimentos de rede realizados recentemente já são "compatíveis" com a tecnologia de quinta geração, afirmou a empresa. Em 2018, os aportes totais da operadora somaram R$ 3,977 bilhões, em queda de anual de 4,1%.

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