Telefônica pergunta à Anatel se pode compartilhar frequência do 4G

A Superintendência de Serviços Privados (SPV) da Anatel analisa um pedido da Vivo/Telefônica sobre a possibilidade de se compartilhar a frequência arrematada pela companhia no leilão da faixa de 2,5 GHz.

De acordo com o superintendente Bruno Ramos, a empresa formulou um pedido teórico, sem apresentar, por exemplo, o parceiro do compartilhamento. E a resposta da superintendência deverá ser de que sim, o compartilhamento da frequência é possível. "A tendência é que a gente responda de forma teórica que é possível", afirma Ramos. Entretanto, se a Vivo quiser realmente compartilhar os 20 MHz + 20 MHz que ela arrematou no leilão, ela deverá entrar com um pedido de anuência prévia detalhando o projeto. Aí sim a Anatel vai avaliar aspectos importantes sobre como será o atendimento das metas de qualidade e cobertura.

De acordo com fontes da indústria, a Vivo só poderia compartilhar frequência com a TIM ou com a Claro, que são as empresas que arremataram os blocos de frequência contíguos aos seus.

Ainda de acordo com a mesma fonte, o compartilhamento só é tecnicamente viável quando a estação radiobase compartilhada (que no 4G é chamada de e-NodeB) trabalha com uma frequência de 20 MHz. Como a Vivo já tem uma faixa de 20 MHz, significa dizer que a frequência do parceiro não seria usada ou que a Telefônica entra com 10 MHz e o parceiro com 10 MHz. De qualquer forma, parte da frequência leiloada pela Anatel não seria usada. No caso concreto, a Anatel deve avaliar como fica o cumprimento das metas associadas àquela frequência.

O pedido da Vivo é diferente do compartilhamento que será realizado pela TIM e pela Oi. Neste caso, as empresas vão compartilhar as torres, o backhaul e os equipamentos, mas não a frequência. O compartilhamento da TIM e da Oi já está no Conselho Diretor e será analisado pelo conselheiro Rodrigo Zerbone.

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