Em área de pouco interesse, TIM paga ágio de 370,13%

A área menos interessante do leilão do 3G acabou surpreendendo ao gerar o maior ágio de toda a disputa. Depois de ser derrotada na concorrência pelo triângulo mineiro, a TIM ofereceu R$ 1 milhão para garantir sua presença na área VIII, composta somente de sete municípios (um no estado de Mato Grosso do Sul e seis em Goiás, justamente aqueles que fazem parte da área de operação da CTBC Celular). O valor representa um ágio de nada menos do que 370,13%. Os maiores acréscimos ao preço mínimo até então tinham ocorrido no primeiro dia do leilão, de 273% (Claro) e 222% (TIM), pela área que inclui Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe.
É importante destacar que os quatro blocos da área VII tinham os menores preços mínimos de todo o edital. O baixo valor e a pequena abrangência da área não reduziram o apetite das operadoras. O primeiro bloco, J, foi arrematado pela Vivo com o menor ágio da rodada, de 37,28%. O desembolso final pela faixa foi de R$ 292 mil.
A Claro conquistou o segundo bloco na disputa (F) pelo valor de R$ 603,1 mil, representando um ágio de 89,03%. Assim como na disputa pelo triângulo mineiro, a CTBC colocou uma última proposta estratégica com ágio inicial de 103% – R$ 431,790 mil, nominal ?, impedindo que a disputa fosse a repique. Ao todo, a rodada resultou em uma arrecadação de R$ 2,326 milhões, com um ágio médio de 143%. A explicação para o apetite das operadoras mesmo em uma área tão pequena é simples: garantir a cobertura mais ampla possível mesmo no 3G. Ter buracos em uma cobertura nacional é ruim para a estratégia de qualquer empresa.

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