Neutralidade de rede pode prejudicar chamada de voz em rede 4G, diz diretor da GSMA

Enquanto o Congresso Nacional discute os detalhes do Marco Civil da Internet, o setor de telecomunicações procura prover os parlamentares com informações que embasem seus votos. A GSM Association (GSMA), entidade internacional que representa todo o setor de telefonia móvel, acompanha o assunto de perto, mas não apresentou ainda uma posição definitiva. Entretanto, seu diretor no Brasil, Amadeu Castro, demonstra preocupação quanto ao artigo que trata da neutralidade de rede, especialmente quanto ao efeito que poderá ter sobre a prestação de serviços nas redes de quarta geração (4G). "A GSMA, como linha geral, busca garantir que haja liberdade de inovação e criação. Dependendo de como estiver escrito (o artigo sobre neutralidade), pode haver impacto que impeça a inovação", avalia.

A preocupação se baseia no fato de que nas redes de quarta geração todo o tráfego será em protocolo IP, inclusive as chamadas de voz. Para garantir a qualidade de uma ligação de voz em uma rede de dados, é necessário dar-lhe prioridade de passagem sobre outros serviços. É assim que se pretende fazer quando for implementado o VoLTE (Voice Over LTE). Hoje, as chamadas de voz dos assinantes com aparelhos 4G ainda trafegam à moda antiga, em redes 3G, em uma solução conhecida com CSFB (Circuit Switch Fall Back). Aplicações de telemedicina e de segurança também precisariam ter prioridade dentro da rede para funcionarem conforme o esperado. "O princípio de não discriminação entre usuários é perfeito. É preciso achar uma redação adequada e equilibrada, que não atrapalhe certas finalidades", comenta Castro.

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